Daniela soltou o cabelo dele, permitindo que ele levantasse a cabeça.
— Francisco, não me obrigue a te odiar!
— Você já não me ama mesmo. Ter o seu ódio, pelo menos, significa que você vai se lembrar de mim.
As palavras frias dele deixaram Daniela um pouco apavorada, com medo de que ele realmente a forçasse.
Felizmente, ele a soltou.
Assim que ele a libertou, ela rolou imediatamente para o lado, caindo da cama e aterrissando no chão.
Francisco viu que ela rolava para a borda e, percebendo que ela ia cair, gritou instintivamente:— Cuidado!
Ele tentou segurá-la, mas foi lento demais.
Ouviu-se um baque surdo quando ela caiu no chão.
Francisco engatinhou pela cama para tentar ajudá-la a levantar, mas ela se afastou rastejando rapidamente e levantou-se sozinha.
A fuga dela, o pânico dela, deixaram Francisco atordoado.
Ela o via como um monstro terrível.
— Este é o seu quarto. Eu... eu vou voltar para o meu.
Agora que havia distância entre eles, Daniela percebeu que não estava em seu próprio quarto e correu em direção à porta.
Francisco não a impediu.
Depois que Daniela saiu, ele se jogou de bruços na cama e socou o colchão algumas vezes, frustrado.
Olha o que ele tinha feito. A relação dos dois já não era boa, e ele ainda tentou forçá-la.
De agora em diante, ela provavelmente não deixaria que ele sequer tocasse em sua mão.
Mas ele não conseguira se controlar.
Simplesmente não resistiu à vontade de beijá-la, de declarar sua posse.
Ela ainda era sua esposa!
Daniela correu de volta para seu quarto e trancou a porta.
Limpou a boca com força, ela o havia mordido, e o sangue dele manchara seus lábios.
— Louco.
Daniela praguejou baixinho.
Foi direto pegar uma muda de roupa e entrou no banheiro para tomar banho.

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