Francisco ficou em silêncio.
— Daniela, você é realmente cruel comigo.
— Já estamos no meio do processo de divórcio, é melhor ser um pouco cruel.
Francisco não teve o que dizer.
— Se não há mais nada, volte e vá descansar. Eu também preciso descansar.
Daniela deixou claro que era hora de ele ir embora.
— Você não tem medo de morar sozinha em uma mansão tão grande? Que tal eu ficar para lhe fazer companhia? Não se preocupe, não vou me aproveitar de você.
— Não precisa, eu não tenho medo.
O nível de segurança daquele lugar era excelente. Daniela Vieira confiava na proteção do condomínio, onde os moradores eram todos extremamente ricos e influentes. Prestes a ser expulsa da família do marido, o que mais ela teria a temer?
Ali, todo mundo tinha muito mais dinheiro e muito mais a perder do que ela, e mesmo assim ninguém vivia com medo.
As casas vizinhas estavam todas ocupadas. Quando ela chegou, notou que até mesmo a casa do Senhor Capelo, logo ao lado, estava com as luzes acesas.
Portanto, ela não sentia medo.
— Daniela...
— Francisco, você quer que eu o expulse? Esta casa, como você mesmo disse, ficará para mim, e nós já estamos finalizando a transferência da propriedade.
A escritura estaria em suas mãos em breve.
Uma amargura insuportável tomou conta do coração de Francisco.
Ele pegou silenciosamente o copo de água que ainda não havia terminado e bebeu tudo de um só gole.
Após pousar o copo, ele a observou por mais alguns minutos. Vendo que ela não demonstrava a menor intenção de pedir que ficasse, levantou-se desapontado e disse a Daniela:
— Está bem, eu vou embora.
— Vá descansar cedo.
Ele tirou as chaves do bolso e as colocou na frente de Daniela.
— Estou entregando as chaves.

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