— Eu sei que de nada adianta eu dizer qualquer coisa agora. Mas, Daniela, eu me arrependo profundamente. Eu realmente sei que errei. — Francisco deu um sorriso amargo.
— O ar-condicionado da sua loja está ligado?
Francisco perguntou de forma repentina.
Ele estava sentindo um pouco de calor.
— Está sim. Com esse calorão que está fazendo lá fora, como eu deixaria o ar-condicionado desligado?
Francisco ergueu a mão e desabotoou os dois primeiros botões de sua camisa.
— Por que estou sentindo esse calor? Quando cheguei, achei o ambiente agradável, o ar-condicionado estava excelente. — Ele comentou.
Como ele não tinha ido ao escritório naquele dia, não estava de terno. Usava uma camisa de manga curta e uma calça social preta. Sentado em um ambiente climatizado, logicamente, não deveria estar sentindo calor.
Porém, sentia calor. E o calor só aumentava, como se uma fornalha ardesse dentro do seu peito.
Era um calor tão forte que parecia consumi-lo por dentro.
— Francisco, o seu rosto está vermelho. Por acaso você não está com febre?
Ao perceber o rosto dele tornando-se rubro, Daniela concluiu que ele pudesse estar com febre.
No entanto, no momento em que ele adentrou, parecia normal. Mesmo que estivesse com gripe e febre, não seria possível a temperatura subir em um intervalo de tempo tão curto.
De repente, Daniela se deu conta de uma possibilidade.
Seus olhos recaíram sobre a xícara de café.
Isabel tinha insistido sem parar que a bebida estava com problema e exigiu que ela bebesse. Ainda afirmou que, se ela não o fizesse, era porque a consciência pesava e estaria assumindo que o café não prestava.
Ela não provou, Francisco engoliu vários goles.
E agora, Francisco estava ruborizado, reclamando de calor. Será que aquele café realmente estava adulterado?
— Daniela, estou morrendo de calor.

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