— Nós três crescemos juntos, temos um vínculo muito forte. É difícil para as pessoas de fora entenderem. — respondeu Wilson com um leve sorriso.
— Tenho plena confiança de que minha esposa jamais me trairia.
A secretária também sorriu. — A relação do Senhor Vieira com a sua esposa é de causar inveja. Vou lhe enviar a minha localização. Venha pagar o meu jantar.
— Combinado.
Wilson aceitou sem pensar duas vezes.
Pouco depois, a secretária enviou as coordenadas.
Sem sequer levar as malas para cima, Wilson saiu de casa novamente.
Dispensou o motorista e foi dirigindo o próprio carro.
Os empregados da casa não ousaram dizer uma palavra sequer.
Enquanto isso, no hospital.
Depois de ser atendido na emergência e medicado, Francisco dormiu profundamente, acordando apenas ao entardecer.
Ao abrir os olhos e ver Cíntia sentada ao lado de sua cama, um lampejo de decepção passou pelos olhos de Francisco.
Ele se recordava perfeitamente do que havia acontecido antes de desmaiar.
Ele tinha certeza de que havia sido Daniela a trazê-lo para o hospital, e que sua mãe e irmã haviam chegado logo em seguida.
Como era possível que, ao despertar, Cíntia fosse a única pessoa ali?
— Francisco, você acordou? Como se sente? Está com sede? Tem fome?
Cíntia o bombardeava de perguntas, o rosto transbordando preocupação e alegria.
De forma apática, Francisco perguntou: — Onde está a Daniela?
Cíntia ficou sem reação por um segundo, mas logo respondeu: — Daniela disse que estava ocupada e foi embora. Sua mãe e a Isabel foram comer algo; assim que terminarem, virão me substituir.
Fingindo surpresa, Cíntia indagou: — A Isabel é tão inocente, como ela poderia drogar alguém? Francisco, você não está entendendo tudo errado? Ela nunca faria uma coisa dessas.
Francisco respondeu em um tom gélido: — Eu vou investigar e descobrir se foi ela, não a acusarei injustamente. A loja da Daniela é cheia de câmeras de segurança. Se foi mesmo a Isabel, as imagens devem ter capturado tudo.
— Existem câmeras em todo canto hoje em dia, e ainda assim ela se atreve a fazer algo desse tipo, achando que ninguém notaria?
— Além disso, ela insistiu muito para que a Daniela bebesse aquele café. Fui eu quem bebeu, e olha o meu estado. Qualquer idiota sabe que foi ela quem drogou a bebida. A Isabel, sinceramente...
A sua irmã tinha um nível de estupidez indescritível.
Em plena luz do dia, ela tentou drogar Daniela daquele jeito.
Tratava-se de uma cafeteria, não de uma boate. Em uma boate, mexer na bebida de alguém sem chamar atenção é muito mais fácil, mas investigar algo dentro de uma cafeteria é incrivelmente simples.
Ele só esperava que Daniela não envolvesse a polícia, caso contrário, sua irmã sofreria sérias consequências.
— Isso... A Isabel foi longe demais. Por mais que ela não suporte a Daniela, jamais deveria ter feito uma coisa assim. — comentou Cíntia, fazendo-se de desentendida.

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