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Amor! Me Deixa Explicar! romance Capítulo 647

— Se quiser me odiar, odeie. Se eu não posso ter o seu amor, ter o seu ódio serve da mesma forma. Pelo menos, assim você não se esquecerá de mim.

Francisco parecia ter enlouquecido. Não importava o quanto ela virasse o rosto, ele a seguiu sem lhe dar espaço para escapar, até capturar os lábios dela num beijo áspero e possessivo. Quando Daniela mordeu a língua dele com força suficiente para fazê-lo sangrar, ele recuou por uma fração de segundo, apenas para tomá-la novamente.

Beijá-la já não era suficiente; ele queria ir além. Contudo, quando a mão dele subiu até a gola da blusa dela, percebeu que o rosto de Daniela estava banhado em lágrimas.

Francisco sentiu uma dor brutal no peito ao vê-la chorando. A força em suas mãos que seguravam os pulsos dela diminuiu lentamente, até que a libertou.

Em seguida, cheio de arrependimento e desespero, ele tentou secar as lágrimas dela.

— Daniela, me desculpe, me perdoe. Eu errei, a culpa é minha. Eu não devia ter te tratado assim, foi um erro meu. Você pode me bater, pode gritar comigo, mas, por favor, não chore. Ver você chorando acaba comigo.

Daniela o empurrou com toda a força, os olhos cheios de ressentimento.

— Francisco, além de me machucar, o que mais você sabe fazer? Até agora você sequer sabe onde errou. Você nem mesmo entende o que realmente quer!

— Você não sente amor por mim. Foi apenas aquele sonho que despertou a sua culpa, que fez você sentir remorso pelas coisas que me fez.

— Isso é apenas culpa, não é amor. A pessoa que você sempre amou foi a Cíntia, nunca fui eu!

— Pare de dizer essas coisas para mim e nunca mais encoste em mim. Assim que pegarmos a certidão de divórcio, será melhor que nunca mais nos vejamos pelo resto de nossas vidas!

— Destrave as portas, eu quero descer!

Francisco tentou se justificar, desesperado:

— Não é isso, Daniela, não é assim. Eu admito, sinto culpa e remorso, mas eu já sinto alguma coisa por você, mesmo que você não acredite.

— Eu me recuso a nunca mais te ver. Mesmo que você me odeie agora, eu vou reconquistá-la!

Ignorando a resistência de Daniela, ele a puxou de volta para os seus braços, apertando-a com firmeza, quase sufocando-a em seu abraço.

Somente quando ela estava em seus braços, ele conseguia encontrar alguma sensação de segurança, sentindo que ela ainda pertencia a ele.

— Daniela, me prometa, não desapareça da minha vida para sempre.

Daniela permaneceu em silêncio.

Se pudesse escolher, ela desejava sinceramente cortar todos os laços e nunca mais cruzar o caminho dele.

O celular de Daniela não parava de tocar.

Daniela o encarou com uma frieza cortante. Aquele olhar vazio e distante doía nele muito mais do que os gritos de fúria.

Eles se entreolharam intensamente durante alguns minutos num silêncio tenso, até que Francisco, por fim, cedeu.

Agora que Daniela já não o amava, o derrotado daquela batalha havia se tornado ele.

Francisco destravou as portas, permitindo que Daniela saísse.

Assim que seus pés tocaram o chão, ela começou a correr a toda velocidade.

Corria como se estivesse sendo perseguida por bestas selvagens.

A reação dela fez Francisco esmurrar com violência o encosto do banco do carro.

Ele havia estragado tudo mais uma vez.

Sua intenção era agradá-la, mostrar que se importava, e o resultado...

Dominado pela frustração, Francisco deu um tapa no próprio rosto.

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