— Janaina, já podemos ir pra casa? Vim te buscar.
Henrique empurrou a porta de vidro, mas estacou surpreso ao se deparar com uma dezena de homens grandes e fortes espalhados pelas mesas.
Porém, logo compreendeu a situação. Abriu um sorriso e cumprimentou seus dois amigos.
— Henrique, veio buscar a Senhorita Assis? Sente-se aqui, venha, fique no meu lugar!
Francisco foi o primeiro a se erguer, chamando Henrique para se acomodar em sua cadeira.
— Henrique, sente-se aqui no meu lugar! — disse Victor, rápido em perceber a manobra, levantando-se e estendendo a mão para puxar Henrique.
— Henrique, aqui, venha para cá! Fui eu quem te ofereceu o lugar primeiro!
Francisco não ficou atrás, agarrando o braço de Henrique também.
Afinal, Henrique não era um rival amoroso. Muito pelo contrário: ele poderia ser o aliado perfeito. O motivo era simples: a mulher de quem Henrique gostava era Janaina, a melhor amiga de Daniela, e a confiança que Daniela depositava nela superava até mesmo a que tinha por sua própria família.
Se conseguissem fazer Janaina interceder a favor deles, havia uma grande chance de Daniela reavaliar suas decisões e escolhê-los.
Por tabela, Henrique se transformara no alvo dourado das bajulações de ambos.
Sendo esticado de um lado para o outro pelos dois amigos, Henrique olhou de Francisco para Victor, e depois encarou as duas mulheres. Ele estava longe de ser ingênuo; logo captou a artimanha por trás daquilo tudo.
Contudo, não tinha o menor interesse em ofender nenhum de seus amigos.
— Janaina, é muito tarde para você voltar para casa sozinha. Fico preocupado. Deixe que eu te levo — sugeriu Henrique, desvencilhando-se dos dois amigos, ignorando as cadeiras e seguindo direto para o caixa.
— Daniela, estou indo. Não se esquece de trancar a porta depois — avisou Janaina, desligando o computador e pegando a bolsa.
— Pode deixar.

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