— A mulher do amigo é sagrada. Ele e eu fomos grandes amigos, fomos como irmãos. Um cara que cobiça a mulher do próprio amigo, você acha que ele é flor que se cheire?
Victor deu uma risada seca:
— Francisco, se você apontar qualquer outro defeito meu, talvez eu não consiga rebater, mas me acusar de cobiçar a mulher do meu amigo... Qualquer um pode dizer isso de mim, menos você.
— Não se esqueça de que você também é desse tipo. Por quantos anos você cobiçou a Cíntia? Cíntia não era a mulher do seu grande amigo?
— Você mesmo é assim e ainda tem a cara de pau de falar de mim.
Francisco: — ... Eu, eu já comecei a deixar isso para trás. Não cobiço mais a mulher dos outros, só quero a minha própria esposa de volta.
Ele estendeu a mão, segurou a de Daniela e tentou persuadi-la com voz suave:
— Daniela, escute-me. Venha comigo. Digo, deixe-me levá-la para casa. Afinal, somos vizinhos e o meu caminho é o mais prático.
— Além disso, foi por minha causa que você virou alvo desses criminosos. É meu dever te proteger. A partir de hoje, vou te levar e buscar no trabalho. Se eu não puder, peço aos guarda-costas para fazerem isso.
— Você não vai precisar pagar o salário dos guarda-costas que eu arranjar. É a minha obrigação, pois fui eu que te envolvi nisso tudo.
Dito isso, ele fez um movimento para puxar Daniela para dentro do carro.
A Daniela sacudiu a mão com força, se soltou e disse aos dois, já de cabeça quente:
— Parem de brigar vocês dois. Não precisam ficar aqui trocando acusações e expondo os podres um do outro. Eu não vou entrar no carro de nenhum de vocês.
Ela os deixou para trás e saiu da cafeteria.
Os dois imediatamente correram atrás dela.
— Daniela, nós não vamos mais brigar. Eu faço o que você quiser, só não fique brava, ok? Já está tarde, vai ser difícil conseguir um carro por aplicativo, e ir de moto elétrica não é seguro. Deixe-me te levar.
Francisco a seguia de perto, passo a passo.
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