Com o conflito atual entre ela e Daniela, se ela batesse no portão da empresa de Daniela, com certeza Daniela exigiria indenização, e talvez até chamasse a polícia. Ela não queria ser presa novamente.
Cíntia ligou para Daniela.
Daniela atendeu o telefone dela.
— Daniela, onde você está?
Perguntou Cíntia, com um tom áspero.
Daniela respondeu com indiferença:
— Algum problema? Preciso me reportar a você sobre onde estou?
— Eu estou na frente da sua empresa. Os cães de guarda não estão me deixando entrar. Mande que abram o portão, eu quero entrar.
— Cíntia, por favor, mostre respeito. Eles são funcionários da minha empresa, não são cães de guarda. Nenhuma profissão é superior a outra, então não desrespeite o trabalho ou a dignidade deles.
— Fui eu que pedi para não deixarem você entrar. Há duas pessoas no seu carro que eu não quero ver. Não, nem mesmo você eu quero ver. Ver você uma única vez me dá nojo pelo resto do dia. Como o horário de almoço já vai começar, e para que não perca o meu apetite, é melhor que nós não nos vejamos.
Cíntia ficou verde de tanta raiva.
— Daniela, você é cruel! Você venceu! Você não vai me ver? Você acha que eu faço muita questão de te ver? A minha empresa fica de frente com a sua, ainda vai chegar o momento em que você vai ter que me implorar.
Cíntia desligou a chamada.
Virou a cabeça e disse aos dois idosos sentados no banco de trás do carro:
— A Daniela nem quer me ver, não tenho como ajudá-los.
Os idosos da Família Nunes se mostrar actanhados e o Velho Senhor Nunes comentou:
— Desculpa, fomos nós que atrapalhamos você.
— Meu sobrenome é Veloso, sou a Senhora Vieira, da Família Vieira, e a Daniela é como se fosse minha cunhada.

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