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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 30

Caminhando pelos corredores sinuosos, Heloísa estava com os nervos à flor da pele, lançando olhares constantes para trás.

O hotel estava silencioso, e ela não encontrou nenhum funcionário à vista.

Silêncio... que dava calafrios.

Depois de percorrer um trecho e perceber que ninguém a seguia, ela relaxou um pouco.

Talvez estivesse somente paranoica. Se Pérola quisesse usar meios vis, já teria feito antes, não precisaria esperar agora que Heloísa estava disposta a deixar o filho dela.

Era óbvio que Pérola se importava com o valor da compensação, mas essa quantia não era nada para a Família Rodrigues. Pérola não seria tão tola a ponto de agir de maneira imprudente.

Faltava pouco para chegar ao saguão principal.

Heloísa pegou o celular para ver as horas.

Sete e quarenta.

Era quase hora de contatar o Tio Santos, então ela começou a digitar uma mensagem: Cheguei, estou em...

Antes que pudesse terminar as últimas palavras, uma garçonete vestida de preto apareceu repentinamente na curva, esbarrando nela.

A mulher pediu desculpas apressadamente: " Ah, me desculpe! Foi sem querer!"

Enquanto falava, estendeu a mão para ampará-la.

"Não se preocupe, tá tudo bem, não precisa..."

A frase pereceu na garganta quando uma dor gelada e aguda atravessou seu pescoço. Um alarme soou em sua mente, e ela tentou empurrar a moça, mas logo tudo ficou turvo.

A garçonete esboçou um sorriso enigmático.

Ela a segurou com preocupação fingida, "Senhorita, você tá bem? Está hospedada, né? Deixa que eu te ajudo a voltar pro quarto."

Após um monólogo onde fingia preocupação, começou a conduzir Heloísa por um corredor mais isolado.

"S…socorro..."

A mente de Heloísa estava tomada pelo pânico.

A força abandonava de seu corpo a cada segundo, sua voz não passava de um sussurro fraco. Tudo ao seu redor parecia distante e embaçado, como se sua alma estivesse caindo em um poço profundo...

Alguém… por favor...

Seus dedos buscaram o celular no bolso. A mensagem ainda estava aberta, inacabada.

Com grande esforço, conseguiu enfiar a mão no bolso.

Seus dedos se moviam lenta e cautelosamente, digitando às cegas, e finalmente, enviou a mensagem.

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