"É bolo de creme."
"Este parece bom."
"Meu Deus, finalmente algo que dá para comer!"
……
Os convidados estavam tão emocionados que quase choraram.
Até agora, ninguém havia comido nada, e, a essa altura, todos já estavam sentindo fome. Além disso, se não comessem agora, só poderiam sair amanhã à tarde. Não se sabia se o café da manhã e o almoço do dia seguinte ainda seriam pratos duvidosos, mas, certamente, nesta noite ficariam com fome.
Agora entenderam o valor desse doce!
Os criados serviram uma porção de bolo de creme a cada convidado.
Em taças de cristal transparentes, camadas de frutas frescas, creme, pão de ló e geleia se sobrepunham, proporcionando um deleite visual, além de um aroma irresistível. O perfume do leite misturado ao das frutas aguçava o apetite de todos.
Heloísa era especialmente fã desse tipo de sobremesa.
Os convidados ao redor também começaram a provar.
Ela pegou a colher, tirou um pouco e levou à boca, mas ainda hesitou: por que justo a sobremesa parecia perfeita? Será que havia algum problema ali?
"Pode comer."
Nélio falou ao seu lado.
O tom seguro dele fez Heloísa afastar as dúvidas.
Ela levou uma colherada à boca, saboreando o doce, quando ouviu ele sussurrar: "Afinal, não dá para passar dois dias sem comer nem beber nada. Se for veneno, acho que não mata."
Heloísa: "……"
O que significa ‘acho que não mata’?
Nélio, ao vê-la lançar-lhe um olhar de quem queria lhe bater, sorriu. "É brincadeira, pode comer."

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