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Apenas Clara romance Capítulo 647

A festa de noivado no dia seguinte não foi realizada de maneira muito extravagante. Além da decoração, que havia sido cuidadosamente preparada por meses, os procedimentos demorados já haviam sido simplificados.

A família Alves estava recepcionando os convidados que chegavam aos poucos. Desta vez, além da Sra. Alves, o Sr. Bruno Alves também se ausentou, alegando que estava descansando para se recuperar de uma doença.

A maioria dos convidados desta celebração eram parentes e amigos próximos da família Alves. Mesmo que todos adivinhassem o verdadeiro motivo da ausência do Sr. Bruno Alves, havia um entendimento tácito entre eles.

Sérgio Alves e Isaque Alves recepcionavam os convidados do lado de fora do salão. As pessoas chegavam, mas apenas o pessoal da família Cavalcanti não havia aparecido.

— Numa ocasião tão importante, o pessoal da família Cavalcanti não pode chegar atrasado, certo? — Sérgio Alves olhou para o relógio no pulso e murmurou para si mesmo.

Pouco depois, todos os convidados já haviam entrado.

O ambiente estava agitado e animado.

Clara terminou de se maquiar na sala de descanso. Imaginando que todos já deviam ter chegado, levantou-se levantando a barra do vestido.

Ivana segurava a bolsa de Clara e a acompanhava ao lado, arrumando a saia atrás dela de vez em quando.

Antes mesmo de chegarem ao salão, Giselle Alves, que recebia os convidados, caminhou até as duas de repente. — Clara, o pessoal da família Cavalcanti ainda não chegou?

Clara olhou para a multidão no salão. A mesa principal continuava vazia.

Não viu Manuela Silva nem Dona Patrícia.

E não viu nem João Cavalcanti.

Ela apertou os lábios e falou: — Eles devem ter tido algum imprevisto, talvez atrasem um pouco.

— Faltam dez minutos para começar. Ligue para ele e pergunte.

Clara assentiu.

Giselle Alves foi chamada por um parente. Clara abaixou os olhos com a testa franzida.

João Cavalcanti nunca se atrasava...

Ela sentiu uma apreensão no coração. Pensando em algo, pediu que Ivana lhe entregasse o celular.

Talvez por não verem o noivo e a família dele chegarem, e apenas a família Alves estar recebendo os convidados, as pessoas ali embaixo também notaram que havia algo errado e se juntaram para sussurrar entre si.

Ivan Domingos logo ligou para João Cavalcanti, e ninguém atendeu de novo. Ligou para Lilia Silva, e o celular também ficou sem resposta.

— O que está acontecendo? Não é a festa da família Alves? Por que ainda não começou depois de tanto tempo?

— O noivo nem chegou. Não sei o que houve.

— Será que deu algum problema?

O tempo passava, segundo após segundo. Clara quase não conseguia mais ficar de pé.

A família Alves já tinha aparecido várias vezes nas tendências da internet. Se agora estourasse o escândalo da "ausência do noivo na festa de noivado", dali para a frente a família Alves viraria definitivamente motivo de chacota para todos em Cidade J.

Ao ver o rosto de Clara cada vez mais pálido, como se ela nunca tivesse passado por um imprevisto tão grande, Isaque Alves respirou fundo e disse sério: — Clara, se você não quiser encarar, podemos encerrar agora. Deixe o resto comigo para resolver.

Clara abaixou a cabeça. As mãos apertadas relaxaram por um instante e, no momento seguinte, seus olhos se encheram de firmeza. — Não podemos encerrar.

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