A festa de noivado no dia seguinte não foi realizada de maneira muito extravagante. Além da decoração, que havia sido cuidadosamente preparada por meses, os procedimentos demorados já haviam sido simplificados.
A família Alves estava recepcionando os convidados que chegavam aos poucos. Desta vez, além da Sra. Alves, o Sr. Bruno Alves também se ausentou, alegando que estava descansando para se recuperar de uma doença.
A maioria dos convidados desta celebração eram parentes e amigos próximos da família Alves. Mesmo que todos adivinhassem o verdadeiro motivo da ausência do Sr. Bruno Alves, havia um entendimento tácito entre eles.
Sérgio Alves e Isaque Alves recepcionavam os convidados do lado de fora do salão. As pessoas chegavam, mas apenas o pessoal da família Cavalcanti não havia aparecido.
— Numa ocasião tão importante, o pessoal da família Cavalcanti não pode chegar atrasado, certo? — Sérgio Alves olhou para o relógio no pulso e murmurou para si mesmo.
Pouco depois, todos os convidados já haviam entrado.
O ambiente estava agitado e animado.
Clara terminou de se maquiar na sala de descanso. Imaginando que todos já deviam ter chegado, levantou-se levantando a barra do vestido.
Ivana segurava a bolsa de Clara e a acompanhava ao lado, arrumando a saia atrás dela de vez em quando.
Antes mesmo de chegarem ao salão, Giselle Alves, que recebia os convidados, caminhou até as duas de repente. — Clara, o pessoal da família Cavalcanti ainda não chegou?
Clara olhou para a multidão no salão. A mesa principal continuava vazia.
Não viu Manuela Silva nem Dona Patrícia.
E não viu nem João Cavalcanti.
Ela apertou os lábios e falou: — Eles devem ter tido algum imprevisto, talvez atrasem um pouco.
— Faltam dez minutos para começar. Ligue para ele e pergunte.
Clara assentiu.
Giselle Alves foi chamada por um parente. Clara abaixou os olhos com a testa franzida.
João Cavalcanti nunca se atrasava...
Ela sentiu uma apreensão no coração. Pensando em algo, pediu que Ivana lhe entregasse o celular.
Talvez por não verem o noivo e a família dele chegarem, e apenas a família Alves estar recebendo os convidados, as pessoas ali embaixo também notaram que havia algo errado e se juntaram para sussurrar entre si.
Ivan Domingos logo ligou para João Cavalcanti, e ninguém atendeu de novo. Ligou para Lilia Silva, e o celular também ficou sem resposta.
— O que está acontecendo? Não é a festa da família Alves? Por que ainda não começou depois de tanto tempo?
— O noivo nem chegou. Não sei o que houve.
— Será que deu algum problema?
O tempo passava, segundo após segundo. Clara quase não conseguia mais ficar de pé.
A família Alves já tinha aparecido várias vezes nas tendências da internet. Se agora estourasse o escândalo da "ausência do noivo na festa de noivado", dali para a frente a família Alves viraria definitivamente motivo de chacota para todos em Cidade J.
Ao ver o rosto de Clara cada vez mais pálido, como se ela nunca tivesse passado por um imprevisto tão grande, Isaque Alves respirou fundo e disse sério: — Clara, se você não quiser encarar, podemos encerrar agora. Deixe o resto comigo para resolver.
Clara abaixou a cabeça. As mãos apertadas relaxaram por um instante e, no momento seguinte, seus olhos se encheram de firmeza. — Não podemos encerrar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apenas Clara
Affffff, cobram em dólar pra não continuidade?...
Não tem o restante?...