Três dias após o noivado da família Alves, não houve "grande barulho". Dizem que o Sr. Bruno Alves mandou pedir desculpas e enviar presentes às casas dos convidados daquele dia. Todos trataram a cerimônia como um casamento entre a família Alves e a família Domingos, e quanto a quem era a pessoa noivada, aquilo era assunto interno da família Alves.
E desde o dia em que Clara recebeu a mensagem de Hector Rocha, João Cavalcanti não enviou nenhuma mensagem e nem fez uma ligação por três dias inteiros.
Mas, em vez de se preocupar com ele, ela se preocupava mais com a situação da vovó Patrícia.
Sérgio Alves notou as preocupações de Clara nesses últimos dias e de repente falou com ela durante uma refeição: — Se você não consegue ficar tranquila, pode ir visitá-los.
Ela parou de se mover e levantou a cabeça. Depois de pensar por muito tempo, disse: — Era justamente isso que eu queria conversar com o senhor...
— Eu sei. — Sérgio Alves acenou com a mão. — Como você não consegue abrir a boca, eu abro por você. Embora eu não queira muito que você vá para a Cidade Capital.
Ele suspirou de repente e continuou: — Mas pensei que, como você cresceu na Cidade Capital, talvez queira voltar para dar uma olhada.
Clara largou a tigela e os pauzinhos. — Dessa vez que eu voltar, quero aproveitar para ver o Hector Rocha.
— Hector Rocha? — Sérgio Alves pensou. — Aquele filho dos seus pais adotivos?
Ela assentiu com a cabeça e falou: — Agora ele só tem a mim de parente. Eu sou a irmã mais velha dele no nome, e fui a irmã mais velha dele por tantos anos. Eu devia voltar e visitá-lo.
Sérgio Alves assentiu com um sorriso. — Tudo bem. — Pensando em algo, completou: — Se ele não se importar, você pode indicá-lo para a empresa do seu irmão. Fica mais fácil de cuidar dele assim.
— O senhor está usando contatos? — Clara riu de forma direta. — Então pergunto outro dia se ele quer.
Sérgio Alves de repente ficou sério: — Hoje em dia, há muitas pessoas com capacidade, mas sem ter o que comer. O patrimônio construído pelas gerações passadas serve, no fim das contas, para os descendentes. Essa é uma oportunidade que muitas famílias não têm a vida inteira. Então, por que usar contatos não seria uma oportunidade para muitas pessoas comuns? Afinal, nem todo cavalo veloz encontra o seu mestre.
Clara entendeu de imediato o que o pai queria dizer e acenou: — Certo.
...
O coração de Clara bateu forte. — Funeral? Funeral de quem?
— Da Dona Patrícia, ué. Nossa, não é surpresa vocês não saberem. Essa notícia não foi espalhada. Até quem é daqui quase não sabe. Eu também só fui descobrir hoje. — O motorista falava sobre a família Cavalcanti enquanto dirigia, tratando o assunto apenas como conversa fiada com clientes.
Ele não reparou na palidez dos passageiros no banco de trás e continuou: — Falando nisso, foi bem trágico. Ouvi dizer que Dona Patrícia e a nora dela sofreram um acidente a caminho do aeroporto. Dona Patrícia morreu na hora. A nora dela ainda está na UTI, e disseram que ela pode ficar em estado vegetativo. Ah, essas famílias ricas, ainda bem que têm dinheiro. Se fosse uma família comum, com todos esses gastos, já teriam perdido tudo...
Clara não conseguiu mais escutar o que o motorista falou em seguida. Ao ouvir que a Dona Patrícia havia morrido na hora, as orelhas dela zumbiram e sua mente ficou em branco, como se tivesse desligado.
Gustavo Gomes olhou para a palidez aterrorizante dela e tentou segurá-la no reflexo: — Clara...
Ela não conseguia falar. Uma emoção intensa e indescritível subiu para sua mente. Seu corpo tremia sem controle, e ela sentiu até uma cólica na barriga.
Enquanto perdia a consciência, ela só ouviu a voz ansiosa de Gustavo Gomes em seu ouvido: — Clara!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apenas Clara
Affffff, cobram em dólar pra não continuidade?...
Não tem o restante?...