Paula Cavalcanti retirou discretamente o olhar e virou-se para encarar Clara Rocha, que se aproximava. Sua aversão por Clara ainda existia.
Se não fosse por ela, a avó não teria preconceito contra ela, João Cavalcanti não a teria mandado para o exterior e ela não teria sido forçada a chegar a esse ponto com seus pais.
Clara Rocha olhou para o memorial da vovó Patrícia e respirou fundo, contendo de certa forma as emoções, até parar diante de Cesar Cavalcanti. Com a voz rouca, disse: — Pai.
Antes que Cesar Cavalcanti pudesse reagir, a mãe de Lilia Silva, Lúcia Silva, a avaliou: — Será que ela é...
— É, sim! Ela é a nora da cunhada mais velha. — Mariana Ramos apareceu de repente para responder, em um tom muito alto. — No ano passado, fez um escândalo de divórcio com o João, o que quase fez com que o João perdesse a vida por causa dela. Aliás, o acidente que a mãe e a cunhada mais velha sofreram naquele dia foi por estarem correndo para a Cidade J para vê-la!
Assim que Mariana Ramos disse isso, as outras pessoas presentes começaram a sussurrar e a discutir.
Especialmente as empregadas que chegaram nos últimos anos. Elas nunca tinham visto Clara Rocha, mas conheciam o nome de Clara Rocha, a esposa do primogênito da família Cavalcanti.
— Então ela é a senhora que fez o Sr. João sair de casa por meio ano?
— Eu acho que a aparência dela não é nada demais, como o jovem mestre pode ser tão devotado a ela?
As palavras do local caíram sem faltar uma sílaba nos ouvidos de Clara Rocha. Havia desprezo, surpresa e pessoas apenas querendo ver o circo pegar fogo.
Clara Rocha sabia muito bem que Mariana Ramos a estava constrangendo de propósito e também fazendo com que o pessoal da família Silva tivesse uma opinião negativa sobre ela.
Com certeza, os dois idosos da família Silva ouviram as palavras de Mariana Ramos e não puderam deixar de olhar para ela com expressões pesadas.
Lilia Silva apertou os dedos. Ela hesitou se deveria dar um passo à frente para explicar, mas bem no momento em que decidiu se pronunciar para defender Clara Rocha, uma voz grave soou por trás: — Por que a Tia Mariana precisaria criticar intencionalmente uma pessoa de fora? Ela de fato se divorciou de mim.
Clara Rocha virou a cabeça abruptamente. Não muito longe, João Cavalcanti vestia um sobretudo preto. Tendo acabado de entrar, ele trazia consigo a frieza de fora.
Eles não se viam há alguns dias. Seu rosto tinha uma barba por fazer a mais, o que deixava o contorno do seu maxilar ainda mais claro e afiado. A suavidade habitual havia desaparecido de seus olhos e sobrancelhas, substituída por uma frieza de quem afasta estranhos.
Mariana Ramos ficou atônita ao ser encarada friamente por ele, e logo em seguida deu um sorriso constrangido, mas educado: — Mas eu ouvi dizer que vocês noivaram na Cidade J.
— A Tia Mariana não estava na Cidade J, mas sabe de tudo o que acontece lá. — João Cavalcanti disse com um duplo sentido.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apenas Clara
Affffff, cobram em dólar pra não continuidade?...
Não tem o restante?...