Vendo João Cavalcanti encará-la por um longo tempo sem dizer nada, Clara Rocha acenou com a mão na frente dos olhos dele. Nesse momento, ele agarrou as costas da mão dela de repente, e a alta temperatura na palma a fez puxar instintivamente a mão de volta, escondendo metade do corpo para dentro da porta.
— Você tem algum problema, ficando aí parado sem falar nada? Se não tiver nada, eu vou fechar a porta. — A mente de Clara estava uma bagunça.
Ele deu uma risada rouca. — Eu só queria vir te ver.
— Me ver? — Ela espiou para fora de novo. — Depois que o período de reflexão passar, você vai ter o que ver, não precisa ter pressa agora, né?
O sorriso de João diminuiu levemente e ele a observou com o olhar fixo.
Clara fingiu não ver. — Eu vou descansar.
Ela fechou a porta, esperou um momento atrás dela e a abriu de repente.
Ele não tinha ido embora.
Como se previsse que Clara abriria a porta de novo, um traço de sorriso transbordou em seus olhos, confirmando o que ele pensava. — Não ia descansar?
— Então você não vai embora?
— Você descansar não parece ter nada a ver com eu ir embora ou não. — João tinha uma expressão calma. — Não é como se você não quisesse descansar se eu não fosse embora.
A implicação era de que ela se importava com ele.
Clara se irritou. Quando estava prestes a fechar a porta, ele apoiou a mão nela de volta. — Clara.
Desta vez, ele estava extremamente sério.
Clara ficou confusa.
Ele disse: — Não importa que notícias você veja a seguir, espero que não se deixe afetar.
Essas palavras tinham um significado oculto. Ele parecia estar dizendo a ela que algo iria acontecer em seguida.
Clara baixou os olhos para pensar por um momento e, finalmente, levantou as pálpebras para olhá-lo. — Fique tranquilo.
…
À noite, Hector Rocha saiu para jantar com os colegas e ligou para casa antes.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apenas Clara
Affffff, cobram em dólar pra não continuidade?...
Não tem o restante?...