— Hã?
A pergunta repentina deixou Oceana Amaral momentaneamente perplexa.
— Não é nada. É que, quando fui fazer a ronda da tarde, ouvi a Paola comentar que você tinha saído.
Francisco Barros mantinha uma expressão serena. Continuava organizando planilhas e documentos com as mãos, sem demonstrar a menor anormalidade.
Oceana Amaral mordeu os lábios, um pouco sem graça, mas acabou explicando com suavidade:
— Sim, eu saí. Tinha uns assuntos para resolver.
Quanto ao que eram esses assuntos, ela preferiu não entrar em detalhes.
Francisco Barros assentiu com a cabeça e não insistiu. No entanto, após um breve momento de silêncio, ele perguntou de repente:
— Já jantou?
Como acabara de chegar da rua, Oceana Amaral obviamente ainda não tinha comido. Além do mais, eram apenas seis da tarde, o horário em que o jantar costumava ser servido.
Contudo, a resposta que saiu de sua boca foi:
— Ah, eu fiz um lanche da tarde bem reforçado hoje. Ainda não estou com fome.
A mensagem nas entrelinhas era de que ela não pretendia jantar tão cedo.
Francisco Barros, que no fundo pensava em convidá-la para comer, parou levemente o que estava fazendo com os papéis e, com a maior naturalidade do mundo, respondeu:
— Entendo, tudo bem.
...
Fátima Miranda passou o dia inteiro no hospital, com a cabeça longe.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou!