Na mente de Agatha, incontáveis perguntas começaram a surgir.
Ela havia claramente assistido ao espetáculo da família Junqueira e editado o vídeo, alterando seu rosto e sua voz.
Mas como isso...
Perdida em pensamentos, Agatha sentiu os olhares incisivos que se voltavam contra ela.
Alguns desses olhares ardiam como fogo.
Instintivamente, ela olhou na direção deles e cruzou o olhar com Fábio. O rosto que ela tanto admirava agora exibia apenas desprezo e repulsa.
O coração de Agatha foi profundamente apunhalado.
— Agatha! — Gritou Dedé, furioso. Mesmo com a máscara, ele ainda conseguiu reconhecê-la.
Ele jamais imaginou que a mulher envolvida com seu cunhado fosse Agatha!
"Ela está fazendo isso de propósito? Tentando se vingar da família Junqueira?"
Dedé estava furioso.
O grito de Dedé trouxe Agatha de volta à realidade.
Ela imediatamente percebeu que, enfrentando a família Junqueira sozinha, não teria a menor chance de se safar. Sua primeira reação foi tentar fugir.
Por sorte, estava perto da saída.
Agatha se virou apressada, mas, depois de dar alguns passos, alguém a impediu.
Parecia ser um funcionário do local, que falou de maneira "educada":
— Senhora, por favor, por aqui.
Agatha ficou perplexa.
— Saiam da minha frente! — Ela exclamou.
Ela não podia ficar ali.
Mas os funcionários não só não saíram do caminho como duas mulheres se aproximaram para "ampará-la", levando ela à força para outra direção, ignorando completamente sua resistência e protestos.
Só quando foi colocada na frente da família Junqueira, os funcionários finalmente a soltaram.
— Agatha, como... Como você pôde fazer algo tão vergonhoso?! — Exclamou Paloma, igualmente furiosa.
No passado, quando Fábio quis se casar com Agatha, Paloma já não teve uma boa impressão dela. Sentia que, embora Agatha parecesse gentil e dócil, havia algo estranho em seu olhar, como se ela estivesse escondendo ou reprimindo algo.
Mas Agatha "estava grávida" de Fábio, e ele tinha a responsabilidade de assumir.
Os preparativos para o casamento aconteceram.
No entanto, no dia da cerimônia, eles acidentalmente ouviram a verdade da boca da própria Agatha.
A criança não era do Fábio! Fábio e Agatha nem sequer haviam consumado o casamento.
"Essa Agatha queria fazer do Fábio um idiota?"
Embora a família Junqueira estivesse furiosa com o que Agatha havia feito, eles prometeram que, mesmo cancelando o casamento, dariam a ela uma quantia em dinheiro como compensação.
O valor oferecido pela família Junqueira seria suficiente para garantir que ela vivesse confortavelmente pelo resto da vida.
Mas, para sua surpresa, depois de aceitar o dinheiro, Agatha passou a se envolver com Tadeu pelas costas.
Ela fez isso de propósito, com certeza fez.
— Agatha, você está deliberadamente tentando se vingar da família Junqueira? Destruir a família Junqueira? — Perguntou Dedé, olhando para ela como se pudesse enxergar através de seus pensamentos.
A raiva de Dedé deixou Agatha satisfeita.
Ele estava certo: ela queria mesmo se vingar da família Junqueira.
Mas seus pensamentos não poderiam ser revelados.
Fingindo estar sendo injustiçada, ela começou a balançar a cabeça repetidamente.
— Tio Dedé, você está enganado, eu... Eu... Não é como você está pensando! — Disse ela, com um tom de voz cheio de aparente tristeza.
Era o espetáculo da família Junqueira, e eles poderiam continuar a se destruir sozinhos.
Agatha não esperava ser exposta assim, de maneira tão repentina.
Ela sabia que não era párea para a família Junqueira se confrontasse-os diretamente, então sua única saída era fingir ser frágil e colocar toda a culpa em Tadeu.
Com essa "inocência" e "fragilidade", as outras pessoas acabariam sentindo pena dela, não?
No entanto, ela havia se esquecido de algo. No telão, o vídeo dela ainda estava sendo reproduzido.
Seus gestos ousados e palavras comprometedoras não combinavam nem um pouco com a "inocência" que tentava demonstrar.
A família Junqueira não era tola.


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