No jantar de gala, as socialites que compareceram ao evento, após cumprimentarem Valentina, mantinham distância, temendo causar algum incidente inesperado que pudesse desagradar a Sra. Mello.
Quanto mais invejavam a Sra. Mello, mais se esforçavam para agradar a Sra. Nina.
Em meio à multidão tentando atrair a atenção da Sra. Nina, Cássia não conseguia sequer se aproximar.
Selene, por sua vez, se mantinha à margem e tampouco fazia questão de agradá-la.
A cena no jardim de alguns momentos atrás se repetia incessantemente na mente de Selene. Ela ainda podia lembrar nitidamente do momento em que pressionou aquele homem contra o chão, assim como da sensação dos lábios se tocando.
Sua mente era um turbilhão.
"O que está acontecendo comigo?" Pensou Selene.
Tentando afastar os pensamentos, fez um esforço para limpar a mente, mas aquelas lembranças eram como um feitiço que se recusava a desaparecer. Quanto mais tentava, mais seu rosto ardia.
Percebendo que ninguém parecia notar sua perturbação, ela saiu discretamente, apenas querendo encontrar um lugar onde pudesse respirar e aliviar o calor que tomava conta de sua face.
Andou tão apressada que acabou colidindo de frente com um peito firme.
Seu nariz bateu contra ele, provocando uma dor incômoda. Prestes a xingar, ela ergueu os olhos e viu quem estava diante dela. Seu corpo enrijeceu imediatamente.
— Você...
Era ele!
A cena do beijo voltou a invadir sua mente. Tentando esconder o nervosismo, Selene ergueu o queixo e falou com firmeza:
— Olhe por onde anda!
No entanto, ao lembrar que ele havia a ajudado à tarde, sua autoridade diminuiu consideravelmente.
Ela queria desaparecer, sumir em um buraco.
Mas como não havia buraco, só restava fugir.
Assim que terminou de falar, tentou escapar, mas antes que pudesse dar um passo, uma mão grande segurou firmemente seu pulso.
O calor daquela mão e a força com que a segurava fizeram o coração de Selene disparar, enquanto uma forte presença masculina se aproximava.
No corredor levemente escuro, ela se virou e encontrou o olhar gelado dele. Instintivamente, recuou um passo.
Ele, no entanto, não a soltou. Apenas permitiu que ela recuasse, como se tivesse certeza de que ela era uma presa capturada, incapaz de escapar de suas mãos.
Selene continuou recuando até que suas costas bateram contra a parede. Não havia mais para onde ir. A aura opressiva do homem ainda avançava, e ela podia ouvir o som frenético de seu próprio coração.
"O que ele quer fazer?"
— Você... O que está fazendo? Não pense que só porque estamos sozinhos aqui eu não posso gritar. Se eu gritar, Sra. Nina e Sra. Mello virão. Você não quer que elas fiquem com uma má impressão de você, quer?
Selene imaginava que ele havia aparecido ali, como todos os outros, para causar uma boa impressão na Sra. Nina e na Sra. Mello, buscando uma oportunidade melhor para sua família.
Certamente ele levaria isso em consideração.
Henrico percebeu os pensamentos dela num instante. Será que ela realmente achava que ele queria fazer aquele tipo de coisa com ela?
"Ela se dá valor demais..." Pensou Henrico, com uma ponta de sarcasmo.
— Venha comigo. — Henrico deu um passo para trás, mas sua mão que segurava o pulso de Selene não a soltou.
— O que você quer? — Perguntou Selene, tentando se desvencilhar. Mas não conseguiu.
Ele a puxou até o jardim, onde não havia ninguém por perto. Sem hesitar, se inclinou para mais perto dela.
— Seu canalha! — Selene rangeu os dentes e tentou acertar um chute na parte mais sensível dele.
Ela sabia que ele havia salvado sua vida à tarde no jardim, e aquela proximidade inesperada havia a deixado abalada.
Achou que, além de bonito, ele poderia ser um homem decente.
Mas, claramente, as aparências enganam.
Se era um canalha, ela não precisava se conter.
Selene afastou da mente o incidente íntimo da tarde e atacou com determinação. Porém, quando seu golpe estava prestes a atingi-lo, Henrico segurou seu joelho com firmeza.
— Eu não tenho interesse em você! — Disse ele friamente.
Selene ficou momentaneamente atordoada. Ao olhar novamente para os olhos dele, percebeu que, embora estivessem muito próximos e em uma postura íntima, não havia nenhum traço de frivolidade no olhar dele.
Depois de analisá-lo por um tempo, ela acreditou em suas palavras. Ele realmente não tinha interesse nela.
"Mas, se ele não tem interesse, o que está fazendo?" Pensou Selene.
Ela sentia um aperto no peito. Antes que pudesse perguntar algo, ouviu o homem continuar:
— Tem alguém nos observando.
Selene congelou por um momento.
Henrico prosseguiu:
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após Casamento Relâmpago: Descobrindo que o marido é bilionário