— Claro que não.
Dália Campos negou imediatamente.
— Como finalmente tenho um dia de folga, resolvi me arrumar um pouco mais. Vou visitar pessoas mais velhas, achei que assim ficaria mais elegante e respeitosa.
Na noite anterior, Dália havia comentado que sairia hoje para visitar parentes mais velhos. Como não ia à capital com frequência, era sua obrigação passar lá.
Aproveitou as compras da véspera e comprou um presente para o patriarca da família Moreira.
— Ficou muito elegante, além de luxuoso. Os mais velhos com certeza vão adorar. — Wânia Vargas olhava para Dália com uma admiração genuína.
A roupa de Dália era maravilhosa, e ela exalava uma presença majestosa.
Diante de Dália, Wânia se sentia como um patinho feio.
Sempre sem graça e apagada.
— É, tomara que gostem. — Dália notou a inveja contida nos olhos de Wânia e preferiu mudar o foco da conversa.
— Essa é aquela edição comemorativa da SUNNY, não é?
Apesar de ser introvertida, Bethânia vinha de uma família sem problemas financeiros.
Ela reconheceu a peça na mesma hora porque a irmã mais velha, que estudava fora, já havia trazido roupas da SUNNY para ela.
Sua irmã costumava contar que o designer-chefe da marca era brasileiro, e por isso os cortes agradavam tanto à estética dos brasileiros.
Obviamente, a grife também vinha abalando o mercado europeu e americano.
Em apenas três anos, a SUNNY virou um fenômeno no exterior.
Bethânia já tinha ganhado peças da marca e também havia visto os editoriais de moda da SUNNY.
A saia tradicional plissada que Dália usava estava nas páginas de uma dessas revistas.
Diziam que algumas pessoas a compravam como vestido de recepção para a festa do casamento, e outras usavam até em festas de noivado.
— Sim, é a edição comemorativa da SUNNY. — Dália assentiu.
A SUNNY lançava uma edição limitada todo ano, celebrando o aniversário da grife.
— As roupas da SUNNY são tão lindas... Minha irmã disse que essa edição é dificílima de achar, e que agora não vendem as peças da marca no mercado nacional.
Lembrando-se de que Jenny havia comentado sobre vir ao Brasil em breve, Dália sorriu: — Ouvi dizer que a SUNNY logo abrirá lojas nos shoppings do país.

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