Lázaro Serra não era o tipo de pessoa que gostava de forçar ninguém a nada: — Tudo bem, me ligue quando estiver livre.
E assim os dois grupos se separaram.
Cecília ainda suspirava olhando para as costas de Lázaro.
— Dália, como você conhece um homem maravilhoso desses?!
Dália soltou uma risada: — Para ser mais exata, não sou eu quem o conhece. É a minha avó.
Cecília segurou o próprio rosto: — Por que a minha avó não conhece homens assim? Se conhecesse, podia muito bem ter arranjado um compromisso na infância para mim.
Pfft... Dália não conseguiu segurar a risada.
— O noivo de um compromisso arranjado nem sempre é um príncipe. E se escolhessem alguém feio para você?
Em um instante, a mente de Cecília viajou até a figura de Fausto: feio, moreno e baixinho!
Ela estremeceu com a própria imaginação: — Esquece, deixa para lá, não quero mais.
Lázaro e Débora Amaral entraram no restaurante.
Eles não jantariam a sós; havia outros velhos amigos os esperando.
Na verdade, os dois nem tinham ido juntos ao local; acabaram se encontrando por acaso lá embaixo.
Se fosse para um jantar a dois, era bem provável que Débora não conseguisse convencer Lázaro a aceitar o convite.
— Lázaro, de que competição aquela menininha estava participando?
— Ela estuda artes? É bem bonitinha.
Na cabeça de Débora, a garota devia ser algum conhecido do Velho Senhor Serra. Lázaro só a tratava com tanta cortesia por respeito ao avô.
— Olimpíada de matemática. — Lázaro não entendeu por que Débora achou que Dália cursava artes.
Faria muito mais sentido achar que ela estudava terapias naturais.
— Competição de matemática? — Débora ficou genuinamente surpresa. — Pelo visto, ela é uma garota prodígio.
— Uhum.
Percebendo que ele não queria prolongar o assunto, Débora mudou de tema na hora certa.

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