Eulália achou graça daquelas palavras e brindou com ela.
— Que as suas palavras se tornem realidade.
Aquela noite foi um turbilhão de emoções, e tanto Eulália quanto Flávia beberam demais.
Os dois homens bebiam chá enquanto faziam companhia e aturavam as brincadeiras delas.
Apenas quando as duas ficaram sem energia para continuar a festa é que decidiram ir embora.
Emílio pegou Flávia, que estava completamente embriagada, nos braços e instruiu Adilson antes de partir.
— Com os assuntos mais comentados na internet estourando desse jeito hoje, temo que alguém tente investigar a vida de Eulália, então tenha cuidado no caminho ao levá-la para casa.
Adilson lançou um olhar para Eulália, que dormia encolhida em um canto, e assentiu.
Quarenta minutos depois, o carro parou em frente à Villa Orquídea, e Adilson desceu para abrir a porta do banco de trás.
Eulália acordou atordoada e, ao perceber que Adilson pretendia carregá-la, acenou com a mão de forma embriagada.
— Eu consigo sair sozinha.
Ela tateou para sair do veículo e, assim que se firmou de pé, ouviu uma série de gritos furiosos.
— É ela, finalmente a encontramos, joguem tudo!
Assim que as palavras soaram, líquidos desconhecidos foram atirados de todas as direções contra Eulália.
Por mais rápido que Adilson tivesse sido para protegê-la, a substância ainda respingou no rosto de Eulália.
Um cheiro forte de ovo podre empesteou o ar.
Eulália já estava com o estômago embrulhado por causa da bebida, e ao sentir aquele odor, apoiou-se imediatamente no braço de Adilson, curvou-se e começou a vomitar.
Aquelas pessoas ao redor se deleitavam com a desgraça dela.
— Bem feito, quem mandou você roubar a vida de Silvana? Isso é o que você merece!
Eram os fãs de Silvana.
Adilson encarou aquelas pessoas com um olhar gélido.
— Fiquem tranquilos, nenhum de vocês vai escapar. — Disse Adilson. — Há câmeras de segurança aqui, então fiquem em casa esperando a polícia bater à porta.
Ao ouvirem sobre as câmeras, alguns dos fãs mais jovens entraram em pânico.
O líder do grupo abaixou a aba do boné para esconder o rosto.
— Nós não fizemos nada demais, por que ter medo? — Disse ele. — Isso hoje foi apenas uma lição, e se você ousar intimidar a Silvana de novo, não reclame se a coisa ficar feia para o seu lado.
Após deixarem a ameaça, eles se dispersaram e fugiram.
Adilson pegou uma garrafa de água no carro e a entregou a Eulália.
— Como você está?
Eulália enxaguou a boca e só então se lembrou de que ele havia bloqueado a maior parte do ataque, apressando-se para verificar as roupas dele.
Adilson estava temendo que ela tocasse naqueles ovos podres novamente, segurou rapidamente o pulso dela.
— Está sujo, não toque, eu estou bem.

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