Hélder não esperava levar um tapa e ficou paralisado no lugar por um longo tempo sem qualquer reação.
Eulália agiu como se tivesse descoberto um novo mundo e aproximou seu rostinho, deixando a distância entre os dois não maior que um palmo.
Eulália estreitou os olhos, encarou o rosto dele e estalou a língua.
— Até que você é bem bonito, foi o Emílio quem te contratou como garoto de programa?
Sem esperar pela resposta do homem, ela se deitou preguiçosamente de volta na banheira.
— Quer tomar um banho comigo, bonitão? — Disse ela, debochando. — Eu até topo, mas não tenho dinheiro; se quiser ser pago, cobre do Emílio, ele prometeu bancar todas as despesas desta noite.
Hélder finalmente se recuperou do tapa e, ao ouvir claramente o que ela murmurava, seu rosto escureceu de raiva.
O pensamento de que ela já poderia ter se envolvido intimamente com um garoto de programa naquela noite fez um fogo maligno e inexplicável subir em seu coração, e em poucos movimentos ele rasgou a camisa completamente amassada dela.
Um frio repentino atingiu seu corpo, fazendo com que Eulália se abraçasse fortemente, encolhendo-se e afundando inteira na água.
A água jorrava ao redor da banheira, e ela soltou um suspiro de puro conforto.
Vendo que ela estava prestes a adormecer, Hélder puxou-a para fora da água com um olhar sombrio.
Ao perder o calor, Eulália recuperou um pouco da lucidez e abriu os olhos; a figura à sua frente balançava, mas ela conseguia distinguir vagamente quem era o homem ali.
Lembrar-se do comportamento de Hélder durante aquele período fez o olhar dela se tornar gélido, empurrando-o bruscamente e cobrindo a parte superior do seu corpo vestido apenas com roupas íntimas.
Hélder soltou um riso de escárnio.
— Por que está se escondendo? — Provocou ele. — O que é que eu não vi ainda?
Eulália mal podia acreditar que aquelas palavras tinham saído da boca de Hélder e, enfurecida, atirou água nele.
Vendo que suas próprias roupas estavam ensopadas, Hélder simplesmente tirou o paletó, jogou-o de lado e começou a desabotoar a camisa rapidamente.
Eulália recuou com uma postura defensiva.
— O que você está fazendo?
Hélder curvou os lábios, mas o sorriso não alcançou seus olhos.
— Você não queria tomar um banho romântico? Eu faço companhia, e de graça! — As últimas palavras foram proferidas por ele com os dentes cerrados.
Ela nunca tinha visto aquele lado de Hélder, e mesmo estando tonta e atordoada pela embriaguez, seu instinto a alertou sobre o perigo iminente.
Eulália instintivamente tentou se levantar para fugir, mas já era tarde demais.
O homem a empurrou de volta para a banheira, pressionando-a contra a borda, e, agarrando-a pela nuca com uma das mãos, forçou-a a encontrar os seus lábios.
Eulália se debateu, mas não havia um pingo de força em seu corpo, restando-lhe apenas se render à exigência dominadora do homem à sua frente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Divórcio, Ela Brilhou na Alta Sociedade