Eulália estava completamente atordoada. Querendo contatar Fernando, baixou a cabeça e tirou o celular da bolsa para lhe enviar uma mensagem.
No entanto, uma sombra de repente caiu sobre ela.
Eulália arregalou os olhos.
— Você...
Mas, no segundo seguinte, perdeu a consciência.
Quarenta minutos depois, Jair, do lado de fora do consultório, deu uma olhada entediada no celular.
Nisso, uma enfermeira abriu a porta do consultório e logo saiu de novo.
Jair deu um passo à frente e a parou.
— Com licença, queria saber quanto tempo mais vai demorar o exame aí dentro?
A jovem enfermeira olhou para ele, surpresa.
— Não tem ninguém lá dentro.
O rosto de Jair mudou instantaneamente. Ele empurrou a enfermeira e correu para dentro do consultório.
De fato, estava vazio.
Ele invadiu a sala interna, abriu uma porta lateral e, ao ver que ela conectava ao final do corredor, percebeu o que havia acontecido e ligou imediatamente para Hélder.
Após três toques, Hélder atendeu.
Sem esperar que ele falasse, Jair disse, com a voz grave:
— Sr. Gomes, a Sra. Eulália sumiu.
Houve uma pausa do outro lado.
— Como assim?
Jair relatou o que tinha visto.
Do outro lado da linha, ouviu-se o som repentino de coisas caindo no chão. Hélder entrou no carro e, quando falou novamente, sua voz parecia ter sido espremida à força pela garganta:
— Vá verificar as câmeras de segurança do hospital imediatamente.
— Entendido.
A voz de Jair também estava rouca.
Eulália havia desaparecido bem debaixo do seu nariz, e ele não podia fugir da culpa.
Mas aquele não era o momento para procurar culpados.
Jair encontrou o diretor do hospital e revelou sua identidade.
Ao ouvir que a esposa do jovem mestre da família Gomes havia desaparecido em seu hospital, o diretor não ousou ser negligente e chamou imediatamente o chefe de segurança para verificar as câmeras.
Quinze minutos depois, Jair ligou para Hélder novamente.
Desta vez, ele atendeu no primeiro toque.
— E então?
— A senhora foi levada inconsciente e colocada em uma van com placa de Auriverde. A van parou em frente a um clube privado chamado Clube Nirvana. — Jair apertou o celular com força e continuou num tom sombrio: — Este clube é propriedade de Gerson.
Houve um segundo de silêncio do outro lado da linha.
— Entendi.
Os olhos escuros de Hélder estavam quase densos a ponto de escorrer tinta. Suas mãos apertavam o volante com força, e ele pisou no acelerador quase até o fundo.
Vinte minutos depois, o carro parou em frente ao clube.
Naquele momento, Jair também chegou apressado, trazendo seguranças.


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