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Após o Divórcio, Ela Brilhou na Alta Sociedade romance Capítulo 228

O peito de Hélder estava tomado por uma mistura de agitação e impaciência. Sua voz soou baixa e cortante:

— Onde está Eulália?

— Eu não sei. — Silvana balançou a cabeça, soluçando. — Hoje de manhã, eu estava com dores de estômago e fui ao hospital fazer um exame. Acidentalmente, vi a Eulália sendo levada por umas pessoas. Tentei impedi-los, mas acabei sendo pega também. Quando acordei, estava aqui e não a vi.

O olhar gélido de Hélder pousou nela por um momento; ele não disse se acreditava ou não.

Porém, ele nunca havia se sentido tão aterrorizado.

Mesmo aos oito anos de idade, quando foi deixado sozinho nas montanhas dos fundos da propriedade e cercado por sons de insetos e animais desconhecidos, seu coração não pesara tanto como agora.

Olhando para a mulher chorosa à sua frente, ele se aproximou passo a passo.

Enquanto ela começava a esboçar um sorriso de alívio e alegria, Hélder a agarrou abruptamente pelo pescoço:

— Você me acha tão idiota assim para acreditar em tamanha coincidência?

A mão em torno do pescoço dela se apertou, as veias salientes na superfície de sua mão deixavam claro que no segundo seguinte ele poderia sufocá-la até a morte.

O rosto de Silvana ficou roxo devido à falta de ar. Ela segurou os pulsos de Hélder com as duas mãos e conseguiu falar com grande esforço:

— Eu... não estou mentindo. Hélder, você não... sente culpa por me tratar assim?

Hélder a encarou, sem qualquer expressão no rosto, e não afrouxou a força em sua mão.

O sorriso nos lábios de Silvana aprofundou-se. Ela não acreditava que ele a asfixiaria. Não só porque ele não tinha provas, mas também porque não se atreveria a carregar a culpa de um assassinato.

Contudo, por que o aperto dele ficava cada vez mais forte? Será que Eulália havia se tornado tão importante para ele a ponto de matá-la só por vingança?

Observando o rosto cada vez mais indiferente do homem, Silvana falou, fazendo-se de vítima:

— Hélder... eu realmente não sei... Você tem que acreditar em mim... Por mais que eu não... goste da Eulália, eu nunca... brincaria com a segurança dela.

— Mesmo se você me matar... eu não sei onde ela está.

Mesmo sufocada a esse ponto, ela não mudou sua versão.

Ela realmente não temia a morte.

Se ele continuasse a apertar, realmente acabaria com a vida dela ali mesmo.

Por mais influente que fosse, Hélder não poderia cometer um assassinato em público.

Jair aproximou-se.

— Sr. Gomes, não há necessidade de perder tempo com ela. Leve-a para que seja interrogada depois. Temos que encontrar a senhora o mais rápido possível.

Hélder lançou-lhe um olhar sombrio e soltou o pescoço de Silvana.

Jair deu um sinal com o olhar.

Os seguranças rapidamente arrastaram Silvana da cama.

Hélder virou-se e marchou em direção a Gerson, derrubando os seguranças que o protegiam em apenas alguns golpes e desferiu um chute forte na barriga de Gerson.

Gerson caiu e, antes que pudesse reagir, um sapato de couro pisou firmemente sobre o seu pescoço.

— Fale. Onde ela está?

O dono do sapato perguntou, pronunciando cada sílaba claramente.

Capítulo 228 1

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