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Após o divórcio, me tornei amante secreta do ex-marido romance Capítulo 12

POV Killian

Estava sentado no restaurante como um palhaço.

Peguei o celular. Liguei. Nada. Mandei mensagem. Nenhuma resposta.

A irritação crescia como um incêndio. Amara tinha ousado me desafiar, me humilhar publicamente, no dia em que eu mais precisava da sua presença.

Leo apareceu à porta do salão, nervoso, como sempre que trazia más notícias.

— Senhor, eu a encontrei, mas ela não vai vir...

— Onde ela está? — rosnei.

Ele engoliu em seco.

— No bar, senhor.

Por um segundo, não acreditei. O sangue subiu à minha cabeça. Empurrei a cadeira para trás e saí, sem dar explicações, sem olhar para ninguém.

O motor do carro rugiu quando girei a chave, como se partilhasse da minha fúria.

O trajeto até aquele lugar imundo pareceu eterno. Quanto mais eu pensava, mais meu controle escorria pelos dedos. Como ela ousava? Depois de tudo… depois de eu ter decidido levá-la comigo, ela preferiu beber com cafajestes a jantar comigo.

Amara, você conseguiu tocar no meu limite.

Quando estacionei diante do bar, a música alta e as vozes misturadas me atingiram como um soco. Entrei. O cheiro de álcool e fumaça grudou na pele.

E então a vi.

Amara, de avental, equilibrando uma bandeja com pratos gordurosos, desviando das mãos que tentavam tocá-la. Um grupo de delinquentes a cercava, rindo alto, fazendo comentários sujos. Um deles chegou a puxar seu braço, obrigando-a a quase derrubar os copos.

Eu ofereci a ela um salário dez vezes maior, e mesmo assim ela ainda vai trabalhar de garçonete num bar!

Senti a raiva me cegar. O mundo estreitou. Não havia mais bar, nem música, nem rostos, só aquela cena.

Ela tentou rir, disfarçar, afastar-se, mas eu vi o pânico nos olhos dela. E vi um homem tocar nela com aquelas mãos imundas.

Como ousa encostar no que era meu?

Corri até lá sem pensar duas vezes e agarrei o braço dele com tanta força que ele gritou de dor.

— Toque nela mais uma vez… — minha voz saiu baixa, gelada — …e não terá outra mão para segurar nada.

***

POV Amara

Naquela noite, depois do baile, não consegui dormir.

A cena se repetia na minha mente como um castigo: Killian, impassível, defendendo Beatriz e me reduzindo como uma ninguém mesmo sem culpa de nada. A sensação de injustiça queimava como fogo no meu peito.

Killian era um idiota arrogante e irracional.

No dia seguinte, passei o dia correndo atrás de ordens que mais pareciam castigos. Preparar café, organizar pilhas de documentos antigos, limpar o escritório dele como se fosse minha obrigação, tudo parte do joguinho cruel de Killian para me lembrar do meu “lugar”.

Cada tarefa me irritava mais, mas fingi indiferença. No fundo, eu só queria que o expediente acabasse logo. Quando a noite chegou, mesmo ele tendo me lembrado de novo para eu chegar no restaurante na hora certa, eu não fui. Em vez disso, apareci no bar, servindo mesas com Sabrina.

Já tinha prometido a Sabrina que a ajudaria.

E, além disso, havia outro motivo: era o meu aniversário. Killian não ia estragar o único pedaço de normalidade que me restava.

O bar estava ruidoso, com as mesas cheias e eu tentava me concentrar em equilibrar a bandeja, em ignorar o peso invisível que o dia carregava.

Quando ouvi as vozes debochadas atrás de mim, meu corpo congelou. Reconheci na hora.

Eram eles!

Os mesmos homens do beco, aqueles que tinham me apagado com uma garrafa como se eu fosse nada.

Meu sangue gelou.

— Olha só quem voltou — um deles riu, a mão suja deslizando para agarrar meu braço.

— Me larga, eu preciso trabalhar! — tentei me soltar, mas o aperto só aumentou e ele me puxou mais para si.

— Não, boneca. Acho que vamos brincar mais um pouco com você. — o hálito quente dele queimava perto da minha orelha, fedendo a álcool.

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