A porta do elevador se abriu. Leandro saiu e parou ao lado de Cecília.
— Sra. Tânia, Sra. Sandra, o Sr. Heitor precisa falar com a Srta. Cecília.
— O que ele tiver para dizer, que diga depois. Agora vamos levá-la ao hospital. — Sandra respondeu.
Tânia nem ouviu o que Sandra disse, apenas estendeu a mão para agarrar o outro braço de Cecília.
Leandro, sem alterar a expressão, bloqueou o movimento e, aproveitando o impulso, soltou também a mão com que Sandra segurava Cecília.
— O presidente Heitor quer vê-la agora. Vou levá-la primeiro. — Ele se colocou à frente de Cecília, fazendo um gesto discreto para ela.
Cecília virou-se e entrou no elevador.
— Saia da minha frente! — Tânia tentou alcançar o painel para impedir o elevador de subir, mas Leandro a bloqueou firmemente.
A porta se fechou devagar e o elevador subiu direto para o último andar.
No espaço apertado, só havia Cecília. Ela baixou a cabeça e olhou para o leve volume do próprio ventre, franzindo a testa.
Sua gravidez corria o risco constante de ser descoberta.
Dez minutos antes, no escritório da presidência, Judite batia na mesa enquanto repreendia Heitor:
— Você ainda não percebeu que sua mãe e a família Borba não toleram a Ceci? Na sua cabeça só existe trabalho. Não pode ter um pouco de compaixão? Já que vai ficar noivo da Nicole, não pode continuar mantendo a ex-mulher por perto!
Heitor estava com o rosto impassível, sentado, ouvindo a bronca, com a testa franzida.
— Mesmo que você queira mantê-la por perto, tem que protegê-la. Todos os problemas dela foram causados por você! — Judite bateu na mesa com força.
— A vovó está certa! — Flávia tentava acalmar a avó, passando a mão no peito dela, e concordava.
Não importava o que dissessem, Heitor permanecia calado, com as sobrancelhas cerradas.

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