Ela continuou xingando, e as pessoas à sua frente abriram caminho sem perceber.
Marcelo não se mexeu.
— Ainda está olhando? Estou falando de você! — Sem cerimônia, ela o empurrou para o lado.
Marcelo não era alto. Magro, com o cabelo repartido ao meio, parecia um traidor típico dos filmes ambientados nas décadas de 70 e 80.
Flávia colocou toda a força no empurrão, e ele simplesmente não conseguiu resistir.
— Sra. Cecília, vamos. — Depois de empurrá-lo, Flávia abriu um sorriso servil e puxou Cecília para fora.
— Que idiota! Não sabe reconhecer quem realmente tem valor! — Marcelo cuspiu para o ar. — Cecília já perdeu o prestígio, e você ainda fica seguindo ela!
Flávia e Cecília já haviam saído do escritório, e a porta abafou seus xingamentos.
— Meu irmão enlouqueceu? Por que, de repente, ele começou a dar tanta importância àquele puxa-saco da família Tavares, Marcelo? — Do lado de fora, Flávia coçou a cabeça e olhou para Cecília.
— Não seja tão impulsiva ao falar e agir. Marcelo é uma pessoa bastante suspeita. Não é bom cair na mira dele. — Cecília nunca entrava em confronto direto com Marcelo.
— Não tenho medo. Ele não pode fazer nada contra mim.
Enquanto conversavam, chegaram ao escritório de Cecília. Ela acenou para Flávia e seguiu em direção ao elevador.
— Ainda assim, tenha cuidado. — Cecília a advertiu mais uma vez antes de voltar ao escritório.
Alguns minutos depois, Marcelo e os outros saíram do escritório com um ar arrogante.
Ao passar pelo escritório de Cecília, ele fez questão de parar e lançar um olhar para dentro.
— Podem voltar. Vou contar a boa notícia ao Sr. Rui.
Marcelo entrou sozinho em um dos elevadores. Os outros, percebendo a situação, esperaram pelo outro elevador.
Ao retornar ao escritório, Marcelo ligou para Rui para dar a boa notícia.


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