— Meu celular está sem bateria. — Rodrigo tirou o telefone do bolso e apertou o botão da tela duas vezes. Ela permaneceu completamente preta. Antes que Nicole pudesse insistir, ele acrescentou. — Seu WhatsApp continua o mesmo, não é? Quando eu chegar em casa e carregar o celular, eu te adiciono.
Ela guardou o próprio celular. Ainda queria dizer alguma coisa, mas Rodrigo já havia alcançado Heitor.
Os três saíram do restaurante.
Heitor entrou primeiro no carro. Com os vidros totalmente abaixados, ele apoiava uma mão no volante e a outra na porta.
— Heitor, meu hotel não fica no mesmo caminho que o seu. Não precisa me levar, vou pegar um táxi e ir com o Rodri...
— Então pega um táxi. — Rodrigo a interrompeu antes que terminasse a frase. — Eu vou para o mesmo lugar que o Heitor, então vou com ele.
Ele deu a volta no carro, entrou no banco do passageiro e afivelou o cinto de segurança, tudo em um único movimento.
Nicole ficou com a frase presa na garganta. E, ao ouvir aquilo, quase perdeu o fôlego de tanta raiva.
— Volte com cuidado. Quando chegar ao hotel, me avise. — Depois de algumas palavras, Heitor arrancou com o carro.
Nicole permaneceu parada, vendo o veículo desaparecer rapidamente na avenida.
— Rodrigo, seu desgraçado! Você está me evitando de propósito? Não acredito que eu não consiga descobrir onde você está!
— Cecílinha, você come muito pouco. Olha só como sua barriga ainda é pequenininha. — À mesa de jantar, Irene viu Cecília parar depois de comer apenas uma pequena quantidade de arroz e começou a convencê-la com toda a paciência. — Menina, não pode deixar de comer só porque quer ser bonita ou tem medo de engordar. O bebê ainda é tão pequeno. Vai nascer magrinho, igual a um macaquinho.
— Na verdade, ela já está comendo bem mais do que antes. — Manuela entrou na conversa. — Você não viu antes, ela comia como um gato. Daqui a dois meses, o meu Tetéu vai comer mais do que ela.
Tetéu já havia começado a introdução alimentar em pequenas quantidades.
Irene cozinhava maravilhosamente bem, especialmente quando se tratava de papinhas. O apetite do pequeno aumentava a cada dia.
— Meu anjinho, você não gostou da comida de hoje? — Irene percebeu que Tetéu mal havia comido. Ela tirou o avental e foi até eles, pegando a tigela de papinha das mãos de Manuela. — Você come. Eu dou comida para ele.
— Então toma, porque eu estou morrendo de fome. — Manuela empurrou a cadeira de alimentação do filho para o lado sem cerimônia.

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