— E você é quem, afinal? — Liliana interrompeu o homem sem cerimônia. — Heitor, eu só estou pedindo uma explicação em nome da Nicole. Não estou tentando te constranger. Se esse filho da Cecília não é seu, então responda: de quem é? Como chefe dela, você tem o direito de saber.
— Me constranger? — Heitor curvou os lábios num sorriso frio. — Você não tem qualificação para isso. E muito menos para constranger ela.
O rosto de Liliana escureceu.
Na frente de todos, Heitor estava protegendo Cecília.
— Devo interpretar isso como uma admissão indireta de que o bebê que a Cecília está esperando é seu?
Os olhos longos e afiados de Heitor se estreitaram. Ele a encarava como se ela fosse um chiclete grudado na sola do seu sapato, impossível de tirar.
Absolutamente inconveniente.
No entanto, aquela questão envolvia o bebê de Cecília. Se quisesse preservar a dignidade dela, qualquer resposta o colocaria numa situação complicada.
— O que você tem a ver com isso? — A voz de Murilo surgiu enquanto ele atravessava a multidão. Parando diante de Liliana, ele a avaliou de cima a baixo. — Pensa um pouco no seu filho e faz alguma coisa de útil. Coma mais nozes para ver se ajuda a desenvolver o cérebro do bebê. Você está agindo como uma completa imbecil. Deus nos proteja de você dar à luz uma criança igualzinha a você!
A família Azevedo era uma potência em Santa Marina. Nunca alguém tinha ousado falar com Liliana daquela maneira.
Ela ficou vermelha de raiva.
Antes que pudesse responder, Murilo já havia se voltado para Heitor.
— Sr. Heitor, que coincidência encontrar você aqui. Vou aproveitar para fazer um pedido.
Heitor apenas o fitou em silêncio. O frio que emanava dele parecia congelar o ar ao redor.
— Quero pedir que você me ceda uma pessoa do seu pessoal. — Assim que disse isso, Murilo teve um flashback e caiu na risada. — É a segunda vez que te peço isso em público. E o mais curioso é que é exatamente a mesma pessoa: Cecília.
A primeira vez tinha sido em Belnorte. A segunda, agora, em Santa Marina.
Parecia que Murilo vivia correndo atrás de Heitor para "roubar" Cecília.
Depois da brincadeira, ele explicou seriamente:
— Eu admiro muito a Cecília. Ela é extremamente competente. Não é à toa que é tão valorizada por você. Só queria saber se você estaria disposto a abrir mão dela e deixá-la vir trabalhar para mim?
"Abrir mão."


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Divórcio, Um Segredo. O Filho Não É Dele!