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Após o Divórcio, Um Segredo. O Filho Não É Dele! romance Capítulo 485

— Embora vá doer bastante, se você fizer isso agora, evitará que a ferida fique aderida e sofrerá menos depois. — Heitor sabia que ela tinha medo de sentir dor. Ao ver seu rosto empalidecer, suavizou o tom de voz e tentou convencê-la, misturando palavras de consolo com argumentos razoáveis.

— Está bem. — Cecília ergueu a mão.

Heitor segurou seu pulso e passou a outra mão por trás de sua nuca, ajudando-a delicadamente a se sentar.

O quarto estava impregnado do cheiro de desinfetante, acompanhado por um leve aroma de leite. Agora, havia também a fragrância suave de sândalo que emanava de Heitor.

Os diferentes aromas se misturavam sob as narinas de Cecília.

Ela conseguia ouvir o próprio coração batendo com força.

Num movimento descuidado, acabou forçando a incisão. Imediatamente, uma fina camada de suor frio brotou em sua testa, tamanha era a dor.

Heitor envolveu os ombros dela com os braços, deixando-a recostar-se em seu peito.

— Não precisa ter pressa. Faça os movimentos mais devagar. Assim, você sofrerá menos.

A enfermeira segurava o pequeno nos braços e, ao lado deles, tentou desviar a atenção de Cecília.

— Srta. Cecília, você parece ser uma pessoa culta. Já faz dois dias que o bebê nasceu e você ainda não escolheu um nome. Aproveite este momento para pensar em um.

Cecília estava com a cabeça encostada no peito de Heitor, firme e musculoso.

A postura deles era incrivelmente íntima, mas ela não tinha condições de se importar com isso. Seu corpo estava encolhido de tanta dor.

— Como eu não sabia se seria menino ou menina, não escolhi um nome. — Sua voz saiu abafada contra o peito de Heitor.

Ela sabia que a enfermeira tinha boas intenções ao tentar distraí-la, mas simplesmente não conseguia levantar a cabeça e manter uma conversa casual.

Heitor manteve uma das mãos em seu ombro e afastou delicadamente os fios de cabelo que lhe caíam sobre o rosto. Com a ponta dos dedos, passou pela testa dela, enxugando a fina camada de suor.

— Agora que já sabemos, realmente está na hora de pensar nisso.

Cecília não respondeu. Estava com tanta dor que não lhe restava energia para pensar em nomes.

— Sr. Heitor, você é o pai da criança. Por que não pensa em alguns nomes? Depois, deixe a Srta. Cecília decidir qual é o melhor. — A enfermeira olhou para Heitor.

Cecília reuniu toda a força que tinha, colocou os dois pés no chão e se preparou para se levantar de uma vez, enfrentando aquela dor lancinante. Quando a enfermeira terminou de falar, ela já estava na metade do movimento. Ficou presa em uma posição incômoda, nem de pé, nem sentada, e, após manter a postura por alguns segundos, prendeu a respiração e continuou a se erguer.

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