Emilly esboçou um sorriso amargo e autocrítico.
...
No quarto VIP do hospital, a perna de Monique já havia sido tratada pelo médico.
Mateus mordeu os lábios e olhou para o médico.
— A perna dela atingiu os músculos ou os ossos? Isso vai afetar o futuro dela como dançarina?
O médico respondeu:
— Presidente Mateus, não se preocupe. Acabamos de fazer uma radiografia e, por sorte, é apenas uma lesão superficial, sem dano aos ossos ou músculos. Com o devido repouso, ela poderá voltar a dançar normalmente.
O médico saiu.
Nesse momento, Mateus sentiu uma leveza na palma da mão. Era a pequena mão de Monique que se estendia até ele, encaixando-se na dele e segurando-a com delicadeza.
Mateus olhou para baixo, e Monique, com o rosto pálido, o observava.
— Mateus, estou bem, não precisa se preocupar tanto.
Mateus estava realmente muito preocupado com ela. Embora isso fosse algo que ela já esperasse, seu coração se enchia de ternura.
— Por que você rolou escada abaixo sozinha? — Perguntou de repente.
Monique se surpreendeu, mas logo recuperou a compostura. Ela sabia que não poderia enganá-lo.
E, na verdade, nem queria enganá-lo.
— Mateus, você não acha que tem me ignorado ultimamente? Não sinto mais o seu amor. Não me sinto segura.
Mateus reconhecia para si mesmo que havia se distanciado de Monique nos últimos tempos. Desde o momento em que ela tentou manipular sua avó, ele começou a se afastar. Ela já não parecia mais aquela garota da caverna.
Além disso, ele estava sempre com Emilly e, embora não soubesse exatamente o motivo, sua atenção parecia ser constantemente atraída por ela.
Naquela noite tempestuosa, na pequena pousada, ele até teve um momento íntimo com Emilly.
Agora, vendo Monique com aquele olhar de desamparo, Mateus se sentia culpado.
Sentou-se à beira da cama, suavizando a voz:
Valera muito a pena.
Monique fez um biquinho e lançou-lhe um olhar doce, porém repreensivo.
— Eu sei que a dona Helena não está bem, e que você e Emilly não podem se separar agora. Eu entendo tudo isso, mas a partir de hoje, vocês dois não podem mais dormir no mesmo quarto. Não pense que eu não sei que vocês têm dormido juntos. Isso eu não permito, entendeu?
Ele e Emilly realmente estavam dormindo no mesmo quarto. Inclusive, na mesma cama.
Ele sempre cedia à tentação da beleza de Emilly, incapaz de controlar suas reações físicas.
Aquilo não estava certo.
Monique era a mulher que ele amava, a mulher com quem queria ficar. Não podia mais permitir que Emilly o seduzisse.
Precisava pôr um fim naquilo.
Mateus abraçou Monique e falou suavemente para acalmá-la:
— Já enviei a Emilly para estudar na Universidade Nova Horizonte. Ela vai morar no campus. Daqui para frente, não dormiremos mais no mesmo quarto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...