Emilly recusou.
— Não pode! — Disse ela, empurrando-o com força.
Sem querer, sua mão bateu na mão esquerda dele, e Mateus soltou um gemido abafado de dor.
Emilly parou de repente.
— O que foi?
Mateus olhou para ela.
— Emilly, minha mão está doendo.
Ele levou a mão esquerda ao rosto dela.
Emilly sabia que ele havia machucado seriamente aquela mão, mas não sabia que tinha levado 23 pontos. Os pontos já haviam sido removidos, mas na palma ficou uma cicatriz profunda, parecendo uma lagarta grossa.
No corredor, só havia os dois. A luz amarela e suave acima deles deixava o ambiente quase íntimo. A distância entre eles era tão pequena que podiam ouvir os batimentos um do outro. Mateus a olhou novamente e repetiu:
— Emilly, você está vendo? Minha mão dói.
Ela não entendia por que ele insistia tanto em dizer isso. Um homem como ele, que sangrava sem derramar uma lágrima, agora se queixava de dor várias vezes.
Emilly levantou o rosto delicado e o encarou.
— Está horrível.
Ela fez uma careta de nojo para a cicatriz na mão dele, dizendo que era muito feia.
Mateus riu, irritado, e logo tomou seus lábios com firmeza.
Emilly tentou se soltar, mas não conseguiu. Os dedos longos dele se enroscaram nos fios negros e macios de seu cabelo, segurando sua nuca com firmeza.
Ele a beijava com intensidade, invadindo tudo, provocando sua língua macia e roubando seu sabor doce.
Emilly sentiu que não conseguia mais respirar, como se ele quisesse devorá-la inteira.
Ela bateu no peito dele com os punhos pequenos, e só então Mateus a soltou, lentamente.
Ele encostou o rosto no cabelo longo dela, inspirando profundamente. Sua voz, rouca e baixa, estava quase irreconhecível.
— Emilly, fui drogado.
Agora os corpos dos dois estavam completamente colados. Ela podia sentir o calor e a rigidez dele, um desejo que começava a se agitar.
Emilly tentava se afastar, mas atrás dela só havia a parede. Não havia mais para onde fugir.
— E daí?


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