A última frase de Emilly, "Naquela noite... você nem usou...", foi dita com tanta fraqueza que Mateus mal conseguiu ouvir.
Ele só captou a primeira parte: que ela não queria mais tomar anticoncepcionais.
Naturalmente, Mateus se lembrou da vez em que ela desmaiou por uma reação alérgica ao anticoncepcional tomado por causa de Gustavo. Seus lábios se curvaram em um sorriso frio e sarcástico.
— Já que você consegue tomar anticoncepcional por outro homem, por que não pode tomar por mim?
"Do que ele está falando?"
Quando foi que ela tomou anticoncepcional por outro homem?
Antes, ela até aguentou em silêncio quando ele a acusou de ter tido vários homens. Mas naquela noite, ele sabia que ela era virgem. E, ainda assim, dizia uma coisa dessas.
Com raiva, Emilly cerrou o punho e deu um soco nele.
Ela ainda guardava mágoa e rancor no coração.
Mateus não se esquivou. Deixou que ela o acertasse e, em seguida, segurou seu pequeno punho, passando a segurá-la pela mão e conduzindo-a para fora dali.
— Espera, ainda não compramos preservativo. — Lembrou Emilly em voz baixa.
Mateus parou. Olhou para a prateleira onde estavam várias caixinhas.
— Vou te dar mais uma chance. Escolhe de novo.
Sob o olhar dele, Emilly estendeu a mão e pegou uma caixa do tamanho maior.
Ela já estava completamente submissa.
Mateus soltou um riso leve e irônico, puxou-a em direção ao caixa, pagou e a levou de volta para o carro.
Dentro do Rolls-Royce luxuoso, Emilly conferiu o horário. Ainda restavam trinta minutos até chegarem ao Amanecer Imperial, o que era tempo mais que suficiente.
Ela virou o rosto e encarou o homem ao seu lado.
— Presidente Mateus, vamos direto para o Amanecer Imperial, então.
O olhar de Mateus pousou no rosto dela, e ele disse de repente:
— Senta no meu colo.
Emilly ficou atônita.
Emilly franziu as sobrancelhas finas e segurou com força o pulso dele. Sem querer, tocou no relógio de aço em seu braço, frio e caro. Empurrou com firmeza.
— Presidente Mateus... está doendo... você está me machucando...
A voz dela, ao dizer "tá doendo", era fria, frágil, mas carregava uma sensualidade involuntária. Mateus sentiu uma estranha familiaridade.
Como se já tivesse visto aquele lado dela.
Num sonho erótico.
E, naquele instante, o sonho se tornou vívido. Como se não fosse sonho, mas uma lembrança real.
Despertou nele a sensação intensa daquela noite, que parecia ter ficado gravada no corpo.
Com os olhos escurecidos, Mateus a fitou intensamente.
— Mesmo com dor, vai ter que aguentar. — Disse, abaixando a cabeça e selando os lábios dela com um beijo.
Ele a beijava com ímpeto, com força, como se estivesse extravasando tudo. Emilly sentiu o ar desaparecer, sufocada pela intensidade do domínio dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...