O corpo delicado de Emilly deslizou suavemente em direção ao chão, mas foi amparado pelo braço do homem que envolvia sua cintura macia.
Ela estava prestes a se entregar àquele beijo ardente.
Mateus estendeu a mão para desabotoar a roupa dela e perguntou com a voz rouca:
— Tem preservativo aqui?
Emilly balançou a cabeça. Não tinha.
— Vou pedir para o secretário mandar um. — Ele pegou o celular para ligar.
Emilly o impediu rapidamente. Para ele, era algo totalmente normal fazer esse tipo de pedido ao secretário. Para ela, significava nunca mais conseguir encará-lo.
— Não...
Os lábios finos de Mateus deslizaram pelo pescoço rosado dela, descendo em beijos.
— Não o quê?
O cabelo curto dele roçou na pele sensível de seu queixo, fazendo-a sentir uma mistura de dor e cócegas. As mãozinhas dela se entrelaçaram nos fios curtos e o afastaram com delicadeza.
— Mateus, não.
A cabeça dela estava um caos. Não havia planejado ter algo com ele de novo, pois tudo naquela noite parecia confuso demais.
Mateus a beijava enquanto murmurava:
— Dá pra mim, Emi.
"Emi."
Naquela noite, ele também a chamara assim. "Emi. "
O rosto de Emilly estava completamente corado. As mãos que antes seguravam o cabelo dele aos poucos se soltaram, fracas, e repousaram nos ombros firmes do homem. Ela o envolveu pelo pescoço.
Mateus estendeu a mão para pegar o celular.
— Não, agora... é meu período seguro, não vou engravidar... — A voz dela era suave, como se fosse se desfazer no ar.
Mateus sorriu e voltou a selar seus lábios nos dela.
...
A noite já estava avançada. No corredor do dormitório feminino, passos ecoavam, sinal de que as colegas estavam voltando de seus encontros.
— Vocês ouviram algum barulho?
— Que barulho?
— Parecia... a cama rangendo.
— Não ouvi nada, você deve estar confundindo. Vamos, entra logo.
— Não teve mais ninguém. Só você.
A resposta obviamente agradou o homem. Mateus sorriu de lado.
Emilly sentia-se como um pequeno barco à vela em alto-mar, sendo arremessado pelas ondas selvagens, para depois cair com força.
No meio do êxtase, ela ouviu a voz rouca do homem dizendo:
— Eu também.
"Ele também… também o quê?"
Emilly não teve tempo de pensar. Ele também não explicou.
...
Mansão da família Araújo.
Monique estava sentada no sofá da sala. Segurava o celular com força, ligando repetidas vezes para Mateus.
Já era tarde da noite. Ela havia pedido para ele ir até lá ficar com ela.
Tinha plena confiança de que ele viria, como sempre fazia; bastava uma ligação.
Aquela tal de Emilly jamais seria páreo para ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...