Vinícius já teve muitas namoradas. Já abraçou suas cinturas e até teve relações mais íntimas com algumas delas.
Mas, no momento em que abraçou Emilly, seu coração começou a bater de forma estranhamente acelerada.
Agora, porém, ele não tinha tempo para pensar nisso. Imediatamente sacudiu Emilly.
— Emilly, o que aconteceu com você?
Foi então que percebeu que a testa dela estava fervendo. Seu corpo inteiro parecia estar com uma temperatura anormal. Ela estava com febre alta.
Era realmente um desastre atrás do outro.
Emilly abriu os olhos lentamente e se levantou.
— Estou bem.
— Bem, coisa nenhuma, você está com febre alta. Consegue andar? Vou te carregar de volta.
Emilly olhou para a perna direita ferida de Vinícius.
— Você consegue me carregar mesmo?
Vinícius hesitou por um instante.
Sentiu-se humilhado.
"Como poderia não conseguir carregar uma garota? Ela parecia nem pesar quarenta e cinco quilos."
Vendo a expressão dele, Emilly deu um leve sorriso e voltou sozinha para o quarto.
Vinícius a seguiu.
Emilly triturou algumas ervas e forçou a mistura goela abaixo de Lázaro. Depois, tomou um pouco do remédio para febre ela mesma.
Vinícius a observava. Ela se movimentava o tempo todo, mesmo com o corpo frágil e febril, preparando e aplicando as ervas com cuidado.
Ele queria ajudar, mas não sabia como. Só podia assistir.
Quando tudo estava finalmente pronto, Vinícius falou:
— Vai deitar e descansar um pouco.
Mas, assim que as palavras saíram da boca dele, percebeu o problema: havia apenas uma cama no quarto, e ele era quem estava deitado nela.
Vinícius puxou o cobertor para o lado.
— Pode dormir aqui.
Emilly logo o interrompeu:
— Sr. Vinícius, o senhor precisa descansar. Sua perna está muito ferida. Se a ferida infeccionar, ainda vou acabar tendo que cuidar de você também. Eu só vou me sentar um pouco, está tudo bem.
Vinícius pensou por um momento, depois olhou para ela e disse:
— Dorme aqui também.
— Emilly, o que você está sentindo? O que está dizendo?
Emilly tremia.
— Muito frio...
Ela repetia, tremendo.
Vinícius tocou a testa dela. Estava escaldante, como um forno, mas seus braços e pernas estavam gelados. Devia estar com mais de 42 graus de febre.
— Frio... muito frio...
Vinícius puxou todo o cobertor para ela, tentando aquecê-la com aquilo.
Mas não adiantava. O cobertor era quase inútil diante do estado dela. Emilly continuava tremendo de frio.
Só restava uma opção: aquecê-la com o próprio corpo, abraçá-la.
Vinícius estendeu o braço, tentando envolvê-la.
Mas recuou. Faltou coragem.
Ficou olhando para o teto. Não ia acontecer nada entre eles. Ele nem gostava dela. Era só para aquecê-la. Não devia haver problema nisso, certo?
Vinícius se aproximou de novo. Sua mão pousou suavemente no ombro frágil dela, e então a envolveu num abraço por trás.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...