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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 855

Ao sair do quarto, Elisa Ferreira ouviu um ruído, como um sussurro.

Seu coração apertou de repente. Quando chegou na noite anterior, tudo estava bem; por que agora ouvia esses sons estranhos?

Será que havia um rato, ou um ladrão tinha entrado?

Elisa Ferreira umedeceu os lábios, nervosa, e caminhou cautelosamente na direção do som.

De repente, uma sombra escura se levantou.

Elisa Ferreira levou um susto tremendo, gritando e recuando.

Por não estar familiarizada com o ambiente, não percebeu o que havia a seus pés, tropeçou e caiu sentada no chão.

— Ai…

— Que dor.

Elisa Ferreira inspirou bruscamente, sentindo como se tivesse quebrado o cóccix.

Ouvindo o barulho, a sombra se virou na direção de Elisa Ferreira.

— Elisa Ferreira?

Ao ouvir a voz familiar, Elisa Ferreira finalmente relaxou. Com a mão no peito, ela disse:

— Daniel Barbosa, o que você está fazendo aqui? Quase me matou de susto.

Daniel Barbosa franziu a testa e disse:

— Melina me contou que você ficaria aqui por uns dias, então te liguei, mas você não atendeu. Tive que vir e tocar a campainha, mas você também não abriu, então entrei.

Então era isso.

Elisa Ferreira pensou que, para evitar as ligações de Valéria Barbosa, havia desligado o celular, sem imaginar que causaria tal mal-entendido.

Ela disse:

— Desculpe, meu celular estava desligado.

— Então, você veio aqui antes do amanhecer para…

Daniel Barbosa explicou:

— Vim procurar um arquivo. Lembro que o deixei aqui, mas agora não consigo encontrar.

— Na faculdade também não o achei, e se não está aqui, então deve ter se perdido.

— Perdido? É muito importante? — perguntou Elisa Ferreira.

Daniel Barbosa assentiu levemente.

— É.

— O que é? Deixe-me ver se tenho alguma lembrança — disse Elisa Ferreira.

Daniel Barbosa se virou, e o sorriso no rosto de Elisa Ferreira desapareceu, substituído por um rubor.

Só Deus sabia o quão nervosa ela estava naquele momento; seu coração quase saltou pela boca!

Mas, ela devia ter disfarçado bem, pois Daniel Barbosa não pareceu notar nada de estranho.

Elisa Ferreira correu para o banheiro, lavou o rosto e finalmente se sentiu um pouco melhor.

Olhando-se no espelho, com o rosto molhado, ela não pôde deixar de se repreender mentalmente: Elisa Ferreira, você está mesmo desesperada.

Daniel Barbosa não encontrou o que procurava, e a essa altura, o dia já havia amanhecido.

Elisa Ferreira disse:

— Você não tomou café da manhã, não é? Deixa que eu pago.

— Vai pedir entrega? — perguntou Daniel Barbosa.

Ele achava impossível que uma dama da alta sociedade como Elisa Ferreira cozinhasse com as próprias mãos.

Elisa Ferreira fez um som de desdém.

— Você me subestima demais. Consigo preparar um café da manhã simples.

Daniel Barbosa a seguiu até a cozinha e a observou, desajeitada, tentando alcançar algo no armário de cima com grande dificuldade.

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