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Arrependimento após a Rejeição romance Capítulo 10

Ponto de vista da Selene

Aproveito que Bastien saiu para buscar comida para nós e abordo um médico que vejo se aproximando da enfermaria que fica perto do meu quarto. Eu me levanto da cama o mais rápido possível e saio correndo levando o meu soro intravenoso junto. "Com licença, você é o meu médico?"

O homem se vira para mim, parecendo levemente surpreso. "Sra. Durand, você realmente não deveria ter se levantado da cama."

"Eu já estou melhor. Por favor, preciso falar com você a sós." Eu lhe imploro.

Olhos azuis brilhantes me examinam pensativamente. "Como quiser..." Ele aponta para o corredor, afastando-nos da mesa principal. "Está tudo bem?"

"Não sei." Admito nervosa. "O meu marido disse que bati a cabeça e fiquei desidratada, mas sei que você deve ter feito exames e coisas do tipo." Tropeço nas palavras. "Quer dizer... quero dizer, eu queria te perguntar..."

Entendendo a minha preocupação, ele levanta a mão para me acalmar. "Não se preocupe, seu bebê está em perfeita saúde."

Um peso que eu não sabia que existia sai dos meus ombros. "Obrigada." Respiro. "Mas isso é apenas metade da minha preocupação. Pelo o que o meu marido disse... parece que você não contou a ele."

"E não contei mesmo." Ele responde com um sorriso.

Pisco, confusa. "Por que não?"

"O senhor Durand te trouxe aqui pensando que você estava com algum problema no estômago." As sobrancelhas escuras do jovem médico franzem. "Então, ficou muito claro que ele não sabia sobre a gravidez." Ele explica. "Não contei a ele por dois motivos. Primeiro, porque a minha paciente é você, não ele. Temos o sigilo médico-paciente, independente de você ser casada com o futuro Alfa ou não. A única exceção seria em caso de uma emergência, na qual você não poderia falar por si mesma. Mas não foi o caso aqui, não era clinicamente necessário, então não senti que era o meu lugar. É você quem deve contar a ele quando se sentir pronta."

O alívio corre nas minhas veias, e minhas bochechas se abrem com um largo sorriso. "Obrigada."

"Dito isso..." O médico levanta um dedo, como se estivesse me advertindo. "Você tem que ter muito cuidado para não se deixar desidratar assim novamente. O que você está sentindo não é um simples enjoo matinal, mas uma condição séria e persistente durante toda a gravidez. Essa doença pode causar desidratação, perda de peso e deficiências nutricionais; você precisa ficar de olho nisso."

Meu coração aperta. "Você quer dizer que isso não vai acabar até que eu tenha o bebê?"

"Infelizmente, não. Você precisará tomar muito cuidado para se manter sadia e pode muito bem precisar ser hospitalizada novamente antes de chegar a termo."

"Entendi." Assinto com a cabeça trêmula. "Obrigada."

"Tem mais uma outra coisa." O médico diz, ligeiramente circunspecto.

"Sim?"

"Não estou presumindo nada, mas achei que você gostaria de saber. Você só conseguirá esconder a sua gravidez do seu marido até chegar ao segundo trimestre."

Fico paralisada. "Não entendi, pensei que você tinha dito que não era o seu lugar contar pra ele."

"Não foi isso que eu quis dizer." Ele sorri, gentil. "Não dependerá de ninguém nesse ponto. A gravidez altera os feromônios do seu corpo e altera o seu cheiro. Então, quando você atingir 12 semanas, seu marido e todos os outros homens que consigam sentir o seu cheiro saberão que você está grávida."

De todos os males sofridos por causa de Garrick, a falta de conhecimento era um dos mais frustrantes, eu não sabia coisas básicas da vida. Então, realmente não fazia ideia disso.

Incapaz de encontrar as palavras certas, simplesmente assinto com a cabeça em agradecimento e começo a voltar para o meu quarto.

Arabella franze os lábios finos. "Há sempre uma escolha." Ela diz, estreitando os olhos. "E esta também é uma. Você sabe que se você tiver esse filho, ele sempre será o herdeiro de Bastien, não importa aonde você vá. Isso significa que qualquer filho que eu possa ter perderá o direito de comandar o Bando Nova."

"Isso não é uma certeza."

"Você tem sangue Volana." Arabella sibila. "Nenhuma criança normal terá chance."

"E daí?" Eu contra-ataco ferozmente. "Você quer que eu me livre do meu filho?"

"Se você realmente se importasse com o Bastien, você faria exatamente isso." Ela proclama.

Zombo em ultraje. "Perdoe-me, mas parece que você está mais preocupada consigo mesma do que com o Bastien."

Suas pupilas se transformam em fendas. "Essa é a sua resposta?"

"Não vou machucar o meu filho."

Ela crava os dedos ossudos como garras no meu braço. "Então, você não me deixa escolha." Arabella me empurra para a ponta do degrau mais alto da escada, e logo percebo que ela está tentando me derrubar num vôo sinuoso.

Então, jogo todo o meu peso na direção oposta, com força suficiente para fazê-la tropeçar e soltar o meu braço. Caio de costas com força, com a bolsa de soro tombando comigo, e vejo Arabella balançar no precipício da escada. Tudo acontece em câmera lenta: os braços dela começam a se mover descontroladamente enquanto ela tenta recuperar o equilíbrio, e vejo uma profusão de emoções passando pelo seu rosto. Finalmente ela cai, e seu corpo bate ruidosamente nos degraus íngremes.

Eu me esforço para ficar de pé, procurando freneticamente por ajuda, quando de repente ouço a voz dela da base da escada. "Ela me empurrou!"

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