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Arrependimento após a Rejeição romance Capítulo 76

Ponto de vista da Selene

"Mamãe... Tá muito apertado!" Lila reclama, mas eu não relaxo os braços nem um pouco.

Enquanto a minha bebê ainda estiver respirando, vou segurá-la o mais forte que puder, pelo tempo que puder.

Martin nos trouxe até uma cabana em ruínas na floresta dos arredores da cidade. Tivemos que dirigir por cerca de vinte minutos depois de atracar o barco e, assim que chegamos, o grande valentão nos obrigou a entrar na casebre. Sophie está trancada no porão com Lila e eu, prisioneira e cúmplice da nossa situação.

Quando Martin apareceu e anunciou suas intenções, tive a esperança de que ele me levasse para a casa dele, pois Drake reconheceria o seu cheiro e iria direto para lá, mas aparentemente o lobo imundo é mais esperto do que eu pensava. Viajamos pela lagoa e, a menos que Bastien e Drake encontrem o barco, não farão ideia de que deixamos a cidade.

Minha única esperança é que Martin seja o autor da ligação que denunciou Lila e eu à linha de denúncias. Porque se for o caso, ele terá uma grande surpresa quando tentar nos entregar ao meu companheiro. Se, por outro lado, ele nos quiser por algum outro motivo ou souber da verdadeira recompensa de Blaise Denison... bem, estamos em apuros.

Não há como saber qual das alternativas está correta, então, depois de aconchegar a minha filhote o máximo possível, tento planejar uma fuga. Estou estranhamente orgulhosa de como estou me mantendo firme. Se não fosse por Lila, eu provavelmente estaria tendo um episódio de TEPT completo, mas minha filha está mantendo a minha cabeça no lugar.

O instinto materno é realmente a força mais poderosa que já experienciei – muito mais mágica do que ser um shifter. Apesar de todas as semelhanças de cárcere entre Martin e Garrick, consegui desligar a minha memória e as minhas emoções, concentrando-me apenas no aqui e agora.

"Você já esteve aqui antes?" Pergunto a Sophie, ajeitando Lila no colo. Ela está muito calma desde que cheguei, e não sei se está em estado de choque ou se é muito jovem para perceber a gravidade da nossa situação.

"Não." A outra mulher franze a testa, desculpando-se. "Quase nunca saí do pântano. Não sabia que Martin tinha propriedades em outro lugar."

"Ele contou a você o que está planejando?" Eu a pressiono. "Você sabe por que ele nos trouxe aqui?"

Sophie parece prestes a explodir em uma nova onda de lágrimas. "Não. Ele disse que o plano era por mim, não sei por que acreditei nele." Ela enxuga uma lágrima furtiva que escorre por sua bochecha. "Ele nunca fez nada por mim, mas sua mente é tão distorcida que realmente achei que ele pensava que estava me fazendo um grande favor." Desamparada e balançando a cabeça, ela deixa a lágrima cair nas suas pequenas mãos. "Sou tão estúpida."

"Você não é estúpida, Sophie." Respondo, séria, e solto Lila por um segundo apenas para apertar seu ombro. "Martin só diz isso para você não revidar. É assim que esse tipo de homem controla as suas vítimas." Resmungo. "Eles dizem o que precisam para quebrar o seu espírito e fazer você acreditar que é impotente. Mas você não é."

"Eu sinto muito." Ela diz pela milésima vez. "Eu simplesmente me perdi quando vi você com o Drake, eu..."

"Eu sei." Eu a interrompo. "Não posso dizer que te perdoo, aas eu entendo." Pressiono os lábios no cabelo de Lila, respirando seu perfume puro e perfeito. "Temos que parar de pensar nisso e nos concentrar em sair daqui."

Lila se aconchega mais nos meus braços, contente em receber carinhos agora que parei de sufocá-la, deixando-a respirar novamente. "Vamos cavar um túnel!" Ela sugere.

Não sei como consigo rir, mas é exatamente o que faço. Suponho que o meu alívio por ter encontrada a minha bebê sã e salva me deixou um pouco delirante. "Isso pode demorar um pouco, meu amorzinho."

Sophie está balançando a cabeça, e posso ver que o meu discurso motivacional não funcionou. “Não adianta.” Ela diz desanimada. "Ele é maior e mais forte do que nós três juntas." Ela pronuncia as próximas palavras tão baixo, que quase não as ouço. "Nunca vamos sair daqui."

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Ponto de vista do Drake

Não faz sentido.

"Se eles tivessem algum cérebro, teriam deixado a cidade." Aiden contribui, vasculhando uma pilha de documentos na mesa de Martin.

"Acho que estamos lidando com isso da maneira errada." Donavon entra na conversa. "Estamos focados no quê, não no por quê. Por que eles as levaram, qual é o motivo?"

"Ainda não consigo acreditar que Sophie teve algo a ver com isso." Eu insisto. A pequena loba é uma das pessoas mais gentis que já conheci. Além disso, ela gosta de Selene, e meu lobo está se rebelando fervorosamente contra a ideia de que ela possa ser responsável por um crime tão terrível.

"Existem apenas dois motivos possíveis." Bastien responde. "A recompensa pelos lobos Volana ou para chantagear um de nós." Ele explica, gesticulando.

"Dado que estamos lidando com locais, parece improvável que seja algo para atingir você, Bastien." Donavon responde. "Aposto que as capturaram pela recompensa. Caso contrário, eles já teriam contatado Drake."

Quando as palavras saem da boca dele, o celular de Aiden toca, e ele o leva ao ouvido. Ele começa a se virar como se pretendesse se afastar para atender a ligação em particular, mas então para, levantando um longo dedo pedindo silêncio.

"Me dê um minuto." Ele instrui à pessoa do outro lado da linha e, quando se vira para nós, o triunfo brilha em seus olhos. "O Martin acabou de ligar para a linha de denúncias." Aiden anuncia. "Aparentemente, ele tem as Volanas com ele e está pronto para receber a recompensa."

"Marque um encontro." Bastien resmunga. "E diga a ele que se houver um fio de cabelo fora do lugar na cabeça delas, vou arrancar um por um dos seus membros."

Aiden comprime os lábios e sugere. "Que tal eu dizer que o pagamento será nulo, a menos que estejam em perfeitas condições?" Uma ponta de humor negro invade a sua voz. "A mensagem é a mesma, mas bem menos suspeita."

Bastien não acha graça. "Eu não me importo com a forma que você vai dizer isso, apenas organize o encontro." Então, ele se vira para mim com um brilho predatório nos olhos. "E se você quiser que eles saiam ilesos disso, é melhor me dar um bom motivo para deixá-los vivos."

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