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Arrependimento após a Rejeição romance Capítulo 79

Ponto de vista da Selene

Quando chegamos ao hospital, estou à beira da histeria.

Minha mente ainda está enevoada por causa do starlight, e minhas emoções estão afloradas. Sinto-me mal-humorada e sensível como uma grávida, como se meus sentimentos fossem um rio caudaloso me arrastando, e eu fosse impotente para detê-los.

Mais do que qualquer outra coisa, temo pela vida da minha filhote. Estou com medo de chegarmos tarde demais e furiosa comigo mesma por não tê-la protegido melhor. Eu deveria ter me transformado quando Luna pediu, e deveria ter atacado Martin, não importa o risco.

A culpa é esmagadora, não apenas por ter falhado com a minha filha, mas pelo segredo que está prestes a vir à tona. Já causei tanta dor a Bastien, e logo causarei mais. Não sei como vou lhe contar, pois sei que ele vai ficar com muita raiva e, apesar de ter certeza que ele nunca me machucaria, seu temperamento explosivo ainda é uma coisa terrível de se ver.

Mas a raiva dele será apenas a ponta do iceberg. Assim que a verdade for revelada, a minha vida em Asphodel vai acabar. O futuro que imaginei, tudo o que venho trabalhando desde que cheguei aqui, vai desaparecer. Perder essa parte da minha vida vai doer, mas não tanto quanto perder a Lila.

Não tenho dúvidas de que estou fazendo a coisa certa, só gostaria de nunca ter contado essa maldita mentira. Bastien me ama, ele me reivindicou, e todas as coisas que eu pensava que sabia estavam erradas. É difícil não sentir que tudo o que passei tentando sobreviver nesses últimos anos foi em vão.

Meus joelhos dobram quando tento sair do carro, e Bastien me segura antes que eu caia. Ele tenta entregar Lila para Drake para poder me carregar, mas eu grito em protesto, agarrando a minha filhote enquanto estou pendurada nos seus braços.

"Shhh." Ele sussurra, cuidadosamente tirando os meus dedos de Lila. "Não vamos tirá-la de você, lobinha. Só precisamos nos ajeitar." Com isso, ele tira a filhote de mim e passa o braço por trás dos meus joelhos, levantando-me no ar. Depois Drake devolve Lila para mim, e Bastien carrega nós duas hospital adentro.

Donavon já está no saguão, dando ordens e abrindo caminho para nós. Ninguém faz uma única objeção quando os dois Alfas invadem o local, passando direto pelo balcão de admissão sem passar pela triagem e entrando na área de tratamento. Enfermeiras e auxiliares saem do caminho para nos deixar passar e, antes que eu perceba, estou sendo colocada em uma maca.

Uma médica já está parada ao pé dela, examinando tanto eu quanto Lila com seus olhos penetrantes. "Só a filhote, ou a mãe também?"

"Apenas a filhote." Eu fungo ao mesmo tempo em que Bastien responde. "As duas."

Eu nego com cabeça, teimosa. "Estou bem, é a minha filha que está tendo uma reação alérgica a starlight."

"As duas foram sequestradas." Bastien interrompe severamente. "Ela precisa ser examinada depois que você estabilizar a filhote."

Olho Bastien com cara feia, mas tanto ele quanto a médica parecem imperturbáveis. "Posso?" A estranha pergunta, colocando um par de luvas.

"Claro." Imediatamente ajeito Lila para que a médica possa examiná-la com mais facilidade.

Luna começa a rosnar quando a shifter desconhecida começa a medir o pulso e os sinais vitais de Lila, mas luto contra os meus instintos protetores. A minha filha pode estar em perigo mortal, mas esta mulher é médica. Portanto, vai ajudá-la.

Consigo perceber que Bastien está com os mesmos impulsos, porém ele não tem tanto sucesso em reprimi-los. Ele se move para o meu outro lado e descansa a mão na minha nuca. Seus dedos calejados começam a massagear os meus músculos doloridos, e eu gostaria de poder voltar para o seu colo.

"Há quanto tempo ela recebeu a droga?" A mulher pergunta, levantando as pálpebras de Lila e iluminando suas pupilas com uma luz totalmente branca.

A confusão me assalta, não sei a resposta. Quanto tempo se passou entre Martin administrar o starlight e o encontro com o meu companheiro? Quanto tempo eles conversaram antes de Bastien nos encontrar? "Eu-eu não sei." Admito em pânico.

"Já estava escuro lá fora?" Ela pressiona, ainda apalpando e examinando a minha filhote.

"Não sei, não consegui ver lá fora." Eu respondo, começando a ficar impaciente. "Isso realmente importa? Sabemos o que há de errado com ela, só precisamos do antídoto."

“Receio que o momento da aplicação seja importante." A médica responde. "O antídoto levará cerca de meia hora para ser feito, e precisamos mantê-la estável até lá. Saber quanto tempo se passou ajudará a montar o plano de tratamento."

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