— Parece que o Sr. Duarte saiu de casa hoje sem escovar os dentes. Estou ajudando a lavar sua boca.
O rosto de Gregório ficou lívido e ele estava prestes a explodir, erguendo o punho.
— Merda, Ana! Você se atreve a jogar água em mim? Hoje eu vou te dar uma lição!
— Quero ver quem se atreve a dar uma lição na esposa do meu neto!
O rosto de Pérola mudou abruptamente e ela se virou de repente.
— Vovó, o que a senhora está fazendo aqui?
A matriarca apenas lançou-lhe um olhar.
— Eu é que gostaria de perguntar, Srta. Cruz, o que você está fazendo aqui?
— Vovó, eu soube que a Ana estava doente, então vim especialmente para visitá-la...
— Tem certeza de que veio visitar e não arrumar confusão?
A matriarca foi direto ao ponto, sem dar a menor chance a Pérola.
O rosto de Pérola ficou pálido e ela apertou a alça da bolsa com força.
— Vovó, a senhora entendeu mal. Nós realmente viemos fazer uma visita.
— Minha visão ainda não está tão ruim. Não tenho intimidade com você, não precisa tentar se aproximar me chamando de "vovó". Chame-me de senhora.
Gregório, vendo a expressão magoada de Pérola, imediatamente interveio em sua defesa.
— Vovó, na verdade, a Pérola...
— Você ia dar uma lição na esposa do meu neto?
A expressão de Gregório congelou.
— Não, vovó. A senhora ouviu errado.
A matriarca não quis prolongar a discussão com os mais jovens e apenas soltou um bufo frio.
Pérola mordeu o lábio, olhando de soslaio para Ana, com o coração cheio de ódio.
Ela realmente não entendia o que aquela velha via naquela vadia da Ana. Era óbvio que ela não era tão boa quanto Pérola!
— Vovó, nós e o Gilberto também somos amigos de infância. Aos nossos olhos, a senhora é como nossa avó de verdade. Eu sempre a respeitei muito.
— Menina, se formos seguir a ordem das gerações, você deveria me chamar de bisavó e chamar o Gilberto de tio.
Pérola não esperava que a matriarca dissesse algo assim e ficou momentaneamente sem reação.
— Intimidaram, e não foi pouco.
Francisco ficou sem palavras.
A matriarca olhou para Francisco.
— Você é o rapaz da Família Elvas?
Francisco deu um sorriso amargo e rapidamente garantiu:
— Vovó, eu prometo que nunca mais vou intimidar a Ana, a esposa do seu neto. Eu garanto!
Só então a matriarca se voltou para Gregório.
Gregório contraiu os lábios, relutante em fazer tal promessa.
— Vovó, a senhora foi enganada por essa mulher, a Ana. No passado, ela...
— Está dizendo que eu não sei julgar as pessoas?
— Não, não foi isso que eu quis dizer. É que algumas pessoas são muito ardilosas e calculistas.
— Não é de se espantar que aquele meu neto esteja regredindo cada vez mais. Pelo visto, é de tanto andar com gente sem cérebro como vocês. Parece que foi contagiado por esse bando de cegos e insensatos.

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