— Você não viu? É óbvio que a Rosa não gosta daquela moça da Família Cruz!
— É verdade. Afinal, a Srta. Cruz não tem um status oficial. Pessoas mais velhas valorizam muito as regras e a moralidade. Mesmo que o Diretor Paiva goste dela, não vai adiantar...
— Mas o Diretor Paiva também não tem o menor pudor. Trazer a Srta. Cruz com ele em uma ocasião como esta, deve ser amor verdadeiro!
— E daí? Enquanto a matriarca estiver viva, a Srta. Cruz nunca terá um status oficial, e o Diretor Paiva não poderá se divorciar.
— Você tem razão...
No palco, Gilberto olhou para a plateia e só então notou a cadeira de rodas ao lado de Dona Paulina, e a pessoa nela.
Seu olhar instantaneamente se tornou gélido, e ele se virou para a pessoa ao seu lado.
Ana sentiu seu olhar e se virou para ele.
Vendo seus olhos frios, ela franziu a testa.
— Quem o deixou vir?
— O quê?
Gilberto riu friamente e perguntou:
— Estou falando daquele inútil de cadeira de rodas lá embaixo. Quem o deixou vir?
A expressão de Ana mudou, e ela instintivamente olhou para Félix.
A voz de Gilberto não era alta, mas as pessoas na plateia conseguiram ouvir.
O próprio Félix, é claro, também ouviu. Ele apertou com força os braços da cadeira de rodas.
— Inútil? É mesmo, quem é aquele na cadeira de rodas? Não o reconheço. De que família ele é?
— Sim, quem é esse homem? Parece que nunca o vi antes...
— Não o conheço. Ele não veio com a matriarca e a Sra. Paiva? Pensei que fosse alguém da Família Paiva...
Diante dos olhares e sussurros, Félix permaneceu calmo.
Mesmo com os olhares preconceituosos, ele apenas olhou para Ana no palco.
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