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Arrependimento do Ex-Marido romance Capítulo 211

Ela segurava o celular, pronta para chamar a polícia a qualquer momento, e espiou silenciosamente na esquina, onde viu algumas pessoas de costas para ela.

Naquele momento, havia um homem ajoelhado diante deles, já com o rosto inchado e ensanguentado, implorando por misericórdia.

A cena a deixou apavorada.

Na hora, ela pensou que se tratava de um caso de bullying.

Estava prestes a ligar para a polícia, mas então pensou que, mesmo que ligasse, levaria um tempo para a polícia chegar.

Ela viu que o rapaz mal conseguia se manter de joelhos.

Então, decidiu pegar o celular e tocar o som de uma sirene da polícia, gritando em seguida: — A polícia está chegando!

A expressão de Norberto mudou, mas não por medo, e sim por pura confusão e perplexidade.

— O que a polícia viria fazer neste fim de mundo? O carro conseguiria entrar aqui?

Com essa pergunta, os presentes se entreolharam e entenderam o que estava acontecendo.

Gilberto, que estava encostado na parede, virou a cabeça para olhar. Não havia ninguém, mas mesmo assim ele se levantou.

— Interessante. Levem o cara daqui.

— E você? Aonde vai?

— Pegar a gatinha intrometida.

Apesar de Ana ter engrossado a voz ao gritar "a polícia está chegando", ainda era evidente que era uma voz feminina.

Depois de gritar, Ana voltou discretamente, sem saber se eles realmente fugiriam com medo.

Enquanto andava, ela olhava para trás para ver se alguém a estava seguindo.

Quando teve certeza de que ninguém a seguia, ela pegou o celular para ligar para a polícia.

— Alô, boa noite, é da delegacia? Eu quero fazer uma denúncia, acabei de ver...

— Ah!

Um riso baixo soou perto de seu ouvido, fazendo até mesmo os fios de cabelo em sua nuca se moverem. Ana se assustou e virou-se bruscamente.

A tela do celular ainda mostrava a chamada em andamento; quem a atendeu foi uma policial.

— Alô? A senhora precisa de ajuda?

Ao ver a pessoa que apareceu subitamente atrás dela, seu celular caiu no chão de susto, e todos os pelos do seu corpo se arrepiaram.

Gilberto pegou o celular do chão e, vendo seu evidente pavor, um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.

Ele devolveu o celular a ela, que o olhava com medo e extrema apreensão, e disse em voz baixa:

Assim que terminou de falar, desligou o celular, mas seu coração batia descontroladamente.

Ela não imaginava que seu pequeno ato de bondade a faria cruzar o caminho da pessoa que menos deveria ofender.

E agora?

O que ela faria agora?

Deveria tentar inventar uma desculpa para sair daquela situação?

Mas, tendo sido pega em flagrante, como poderia enganá-lo?

Ouvira dizer que o herdeiro da Família Paiva era extremamente inteligente, tendo participado de inúmeras competições nacionais e internacionais, com notas e um currículo de deixar qualquer um de queixo caído.

A universidade até tinha uma parede dedicada a registrar suas conquistas.

Era praticamente o muro da fama de Gilberto.

Quanto mais ansiosa ficava, mais sua mente se esvaziava.

Gilberto a observava com interesse, vendo seus olhos se moverem freneticamente. Ele sabia exatamente o que ela estava pensando.

Ele não tinha nada para fazer hoje, estava à toa. Brincar um pouco com ela seria uma boa forma de passar o tempo.

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