— Já pensou em como vai me enganar?
Ao ouvir isso, Ana balançou a cabeça imediatamente e respondeu: — Ainda não...
Mal terminou de falar, seus olhos se arregalaram. Ela cobriu a boca com as mãos, olhando fixamente para ele.
Gilberto, no entanto, riu da sua expressão atônita.
Ana, apavorada, baixou a cabeça e começou a se desculpar.
— Desculpe, veterano, eu... eu não sabia que você estava lá. Se eu soubesse, eu jamais... jamais...
— Jamais o quê?
Ana abaixou ainda mais a cabeça e sussurrou: — Jamais teria chamado a polícia.
Ela não era burra. Mesmo que quisesse chamar a polícia, faria isso depois de sair dali em segurança!
Não correria o risco de ser descoberta por eles.
Agora, estava se arrependendo amargamente.
Ana respirou fundo e curvou-se em um pedido de desculpas formal.
— Sinto muito, veterano! Por favor, me perdoe. Prometo que nunca mais vou me meter onde não sou chamada!
— Calma, se o coordenador do seu curso ouvisse isso, eu não assumiria essa culpa. Afinal, ajudar quem está em apuros é um ato de bom samaritano, uma virtude, não é?
Ana apenas baixou a cabeça ainda mais, sem coragem de dizer uma palavra.
Talvez percebendo que ela estava realmente assustada, Gilberto perguntou:
— Como você se chama?
Apesar do medo, Ana não ousou mentir e respondeu com sinceridade.
— Ana.
— Ana... — Gilberto a mediu de cima a baixo. — Levante a cabeça.
Ana prendeu a respiração e lentamente levantou a cabeça para olhá-lo.
Não era a primeira vez que o via na faculdade.
Afinal, estudavam na mesma instituição, e embora não fossem do mesmo ano, era possível vê-lo algumas vezes na quadra de basquete ou no campo de atletismo.
Sempre que ele aparecia na faculdade, a notícia se espalhava.
Sendo mais nova, ela era naturalmente curiosa e gostava de estar no meio da agitação.

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