Gilberto disse que morderia e realmente mordeu a língua dela.
A dor fez Ana se debater e lutar, enquanto um leve gosto de sangue enchia sua boca.
O beijo durou longos dois ou três minutos. Engolir era um ato que o cérebro não conseguia controlar.
O rosto de Ana ficou completamente vermelho com o beijo, e ela sentia que estava prestes a ficar sem ar. O gosto de sangue a incomodava muito.
Ela aproveitou uma oportunidade para se vingar, mas Gilberto era muito inteligente e rápido, sempre alerta.
Por isso, ela não conseguiu morder a língua dele, no máximo, conseguiu morder seu lábio.
Sentindo a dor, Gilberto finalmente se afastou dela.
A respiração de ambos estava irregular, ou melhor, caótica.
Afinal, desde aquela noite, eles não tinham tido mais intimidade.
Gilberto estava visivelmente excitado.
Ele passou o polegar com força sobre os lábios dela, encostou a testa na dela e disse com a voz rouca e grave:
— Ficou com vontade?
Eles namoraram por quase um ano e foram casados por cinco.
Mesmo que seus corações não estivessem mais conectados, seus corpos se conheciam intimamente.
A reação do corpo era a mais honesta, não podia ser enganada.
— Não me toque!
O olhar de Gilberto gelou.
— Ainda não cansou de fazer cena?
Ana afastou a mão dele com um tapa e limpou os próprios lábios com força. A ponta de sua língua ainda doía.
— Pense o que quiser.
Gilberto contraiu a mandíbula, observando sua atitude impassível, e soltou uma risada fria.
— Quando eu te dou uma saída, é melhor você aproveitar. Caso contrário...
Ana respondeu com um riso igualmente desdenhoso.
— Hah...
O rosto de Gilberto escureceu instantaneamente, e logo em seguida, ele a ouviu dizer:
— Não se preocupe. Prefiro morrer a aceitar qualquer coisa que venha de você.
O peito de Gilberto subia e descia levemente. Ultimamente, suas emoções estavam muito instáveis, e tudo por causa da mesma pessoa.
Ele sentia que aquela mulher era simplesmente ingrata.
— Pare o carro!
O carro parou na beira da estrada. Uma ordem de "desça" foi o suficiente para Ana sair apressadamente.
— Talvez você precise viajar a trabalho comigo.
— Eu posso ir, Diretor Rios.
— E a criança?
— Posso deixá-la na casa da Família Paiva. Haverá quem cuide dela.
Xisto assentiu.
— Certo. Então, amanhã, arrume uma mala simples. A viagem deve durar dois ou três dias.
— Entendido, Diretor Rios.
— Como está o andamento?
— Está indo bem.
— Continue assim.
— Continuarei, Diretor Rios.
Durante o intervalo, Ana ligou para a mansão. Ao saber que Olivia estava bem, sem chorar ou causar problemas, ela finalmente relaxou e se concentrou no trabalho.
E foi mais um dia de horas extras. Tirando a falta de prática dos primeiros dias, tudo estava correndo muito bem.
Ela estava absolutamente confiante de que conseguiria concluir o projeto com sucesso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Arrependimento do Ex-Marido