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Arrependimento do Ex-Marido romance Capítulo 50

Este era o primeiro projeto pelo qual ela era responsável. De qualquer forma, ela precisava fazer um bom trabalho, um ótimo trabalho.

Ela precisava provar que Ana não era inútil, muito menos uma parasita que dependia dos outros para sobreviver.

Ao sair do trabalho, Xisto viu que Ana ainda estava fazendo horas extras. Ele se aproximou, deu uma olhada e perguntou em voz baixa:

— Já são nove horas. Não vai para casa?

Ana virou-se para ele e se levantou.

— Diretor Rios, o senhor também ainda não foi, não é?

Xisto sorriu.

— Estou de saída agora. O trabalho é importante, mas a família também precisa de atenção.

Ana ficou surpresa e acabou perguntando sem pensar:

— Diretor Rios, o senhor é casado?

— Fui.

Ana sentiu-se um pouco constrangida, como se tivesse feito uma pergunta inadequada. "Fui significa que agora está divorciado?"

— Tenho um filho que ficou sob minha guarda.

Ana, sem graça, ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha.

— Me desculpe, Diretor Rios, eu não sabia...

— Não se preocupe, é algo normal. Vejo que seu progresso está bom. Por hoje, vá para casa às nove e fique com sua filha.

Ana olhou para o relógio e assentiu.

— Certo.

— Vamos juntos.

Ana concordou. Desligou o computador, pegou sua bolsa e saiu com Xisto.

Na saída da empresa, Xisto se ofereceu para levá-la para casa, mas Ana recusou.

Xisto não insistiu. Pediu que ela tomasse cuidado no caminho e foi embora.

Ana também se virou e partiu.

Quando chegou à mansão, já era quase dez da noite. Ela pensou que Olivia já estaria dormindo, mas, para sua surpresa, ao abrir a porta, ouviu risadas vindas de dentro.

Uma risada feminina, familiar e indesejada.

Ao ouvir aquela risada, ela soube quem estava lá.

Na frente daquele grupo, a atitude de Pérola para com ela era de frieza e indiferença, mas em particular, era de puro ódio. E, estranhamente, todos eles pareciam cegos para isso.

Vendo que Ana não lhe dava atenção, Pérola franziu a testa.

— Ana, você não me quer aqui?

Ana pegou Olivia no colo e se preparou para subir as escadas. Gilberto jogou o isqueiro na mesa de centro, produzindo um som seco.

— Pérola está falando com você. Por acaso você é muda ou cega?

Ana finalmente parou. Uma empregada, muito perspicaz, se aproximou e disse em voz baixa:

— Senhora, deixe que eu leve a menina para o quarto.

Ana olhou para a filha, assentiu e entregou a criança à empregada.

— Mamãe...

— Fique bem, querida. A mamãe já sobe para ficar com você.

Só então Olivia subiu as escadas docilmente com a empregada.

Pérola franziu as sobrancelhas, irritada. "Se eles vão se divorciar, por que ainda a chamam de "senhora"?"

"Quando eu me mudar para cá, vou demitir todas essas pessoas sem noção."

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