Assumindo a Responsabilidade romance Capítulo 6

"Você está acordada!", disse alguém.

Quando Wendy abriu os olhos, viu uma enfermeira sorrindo na sua frente.

Wendy sentiu um familiar cheiro de desinfetante. Nesse momento, soube que estava em um hospital. Ela se lembrava de ter sido amparada por braços aconchegantes antes de desmaiar.

Ela olhou para o pulso esquerdo. Qualquer movimento lhe doía intensamente. A enfermeira a parou imediatamente. "Não se mexa! Tomou seis pontos. Cuidado com o curativo. Por que fez isso? Foi um corte profundo, mas felizmente você não atingiu a artéria!"

Wendy se sentiu envergonhada.

Na verdade, ela não queria se matar. Se quisesse acabar com sua vida, pelo menos, teria feito um seguro de vida antes. Deixando sua avó como beneficiária.

Wendy fez isso para evitar que Charlie fosse em frente, então fingiu suicídio. Ela não queria se cortar tão profundamente, mas era a primeira vez que fazia algo do tipo.

Wendy olhou ao redor na enfermaria e franziu a testa. Ela disse: "E as despesas..."

"Não se preocupe, o homem que te trouxe já pagou por todas as despesas."

Charlie não subiu tanto em seu conceito. Essa era sua obrigação, afinal era tudo culpa dele. Não processá-lo já era um grande favor!

Ela ficou nervosa quando se lembrou do que aconteceu antes. "Onde ele está?", Wendy perguntou.

"Ele deixou você aqui e foi embora!", respondeu a enfermeira encolhendo os ombros.

Wendy suspirou aliviada, mas não ficou surpresa.

Para Wendy, Charlie era um homem cruel e frio. Ele ficou parado assistindo enquanto ela sangrava até desmaiar e então, a levou para o hospital para garantir que não morreria. Assim, evitava ser responsabilizado.

"Você está com um quadro de anemia, por favor, evite qualquer movimento violento. Não se preocupe. O homem pagou pelas despesas de três dias de internação. Tenha um bom descanso!", disse a enfermeira colocando cuidadosamente o cobertor sobre ela. A moça acrescentou: "Não se machuque de novo. Por ninguém..."

Será que ela teria feito isso por alguém?

Wendy torceu os lábios.

De repente, algo lhe ocorreu. Ela parou a enfermeira e perguntou: "Espere! Onde está minha faca?"

.........

Em um bar clandestino, Wendy puxou a manga do casaco para esconder o ferimento no pulso esquerdo, que ainda estava com pontos.

Ela deixou o hospital logo depois e pediu reembolso dos custos de internação. Ela ficou chocada ao receber US$700 de reembolso. Esse hospital era realmente muito caro.

Ela não planejava devolver o dinheiro a Charlie. Ao contrário dos US$3.000 que ele deu a ela pela primeira vez, dessa vez, ela merecia os US$700.

No entanto, a faca que Wendy usou para se cortar fora perdida. Ela não a encontrou em seus pertences entregues pelo hospital. Ela voltou para o hotel mas também não encontrou a faca por lá.

Wendy não sabia mais o que fazer. A faca era especial para ela, era uma das coisas mais importantes que tinha. Estava com ela há muitos anos e era impossível que a delegacia fizesse algo sobre uma faca tão velha. Quando se tocou disso, ela ficou mais ansiosa.

"Wendy, por favor, mande um vinho para a sala privada 12!", alguém disse.

Wendy respondeu: "Certo. Agora mesmo." Ela colocou uma garrafa de vinho na bandeja.

Quando chegou, ela abriu a porta da sala. Havia muitos homens e mulheres ricas, todos bem vestidos, bebendo e conversando, algo típico no local.

Wendy se portou com respeito e educação, como uma boa garçonete. Ela abaixou a cabeça e caminhou até a mesa com o vinho. Charlie estava sentado no meio do sofá. Ele cruzou as pernas e sentou-se de maneira muito casual, mas todos podiam sentir sua presença. Seus olhos eram escuros e profundos. Um senso de nobreza exalava ao redor dele, mesmo em silêncio. Ninguém poderia ignorá-lo.

Instaurou-se realmente um empasse... Como inimigos que se encontram em uma estrada estreita!

Wendy colocou o vinho na mesa e se preparou para sair.

Mas alguém segurou sua bandeja. Ela olhou para cima e fitou dois belos olhos. "Espere. O vinho ainda não foi aberto!", ele disse.

Simon a reconheceu de cara. Ele achou ótimo que Wendy estivesse ali. Ele não precisa mais procurar por ela.

Wendy puxou a bandeja e tentou pedir a sua colega para assumir o serviço na sala. No entanto, seus olhos foram interrompidos por um feixe de luz. Ela olhou sem pensar e então parou.

O homem estava sentado com uma faca que segurava entre os dedos.

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