Assumindo a Responsabilidade romance Capítulo 5

Quando Wendy recuperou a consciência, ela estendeu uma mão, tocando em seu pescoço dolorido.

Ela olhou ao redor e se viu em um ambiente estranho. De repente, Wendy estremeceu porque percebeu que estava em um quarto de hotel.

Ouviu-se um estrondo e a porta do banheiro se abriu.

Wendy Lim estava horrorizada, ela viu um homem alto saindo do banheiro usando uma toalha enrolada na cintura e seu peitoral musculoso estava totalmente desnudo. Mas desta vez, ele enxugava o cabelo com uma toalha.

"Você, você...", ela gaguejou de nervoso.

Quando eles se olharam, Wendy sentiu suas mãos tremerem.

Ela olhou para baixo e viu que suas roupas ainda estavam intactas. O homem caminhou até ela com firmeza. Wendy Lim disse com pânico nos olhos: "O que você quer?"

O homem parecia uma fera que, de repente, quebrava a paz de qualquer ambiente. Ele tinha um ar de perigo inegável.

Sua figura esguia a ofuscou por um instante.

Havia algo arranhando sua pele. Antes que pudesse ver claramente, as mãos de Wendy foram puxadas, na altura da sua cabeça, pelo homem na sua frente.

"O que você acha?",

perguntou Charlie com um olhar penetrante, apertando as mãos dela com mais força.

Através de seu decote, Charlie podia ver a renda roxa de seu sutiã e essa visão o deixava louco. Nos últimos 30 anos, isso jamais acontecera.

Quando saiu do banheiro e viu que Wendy estava na cama, ele concluiu que Simon tinha mandado essa garota até ele.

Era estranho que ele tratasse as belas garotas seminuas da boate com indiferença naquele dia, mas agora, o cheiro de Wendy quase o fizesse perder o controle...

"Me solta! Vou gritar!", Wendy disse assustada e sua voz ficou rouca.

Os olhos de Charlie eram cada vez mais penetrantes e ele não se mexeu. "Pode gritar se quiser. Quanto mais alto gritar, mais animado vou ficar."

Percebendo o que ele queria dizer, Wendy gritou apavorada: "Não!"

Ela lutou desesperadamente, inclinou sua cabeça e mordeu o braço de Charlie. Ele não esperava essa reação, então gritou de dor. Wendy aproveitou a oportunidade e rolou para baixo da cama e então correu para a janela, relativamente para longe dele.

A primeira vez foi um acidente. Se ela dormisse com ele novamente, se arrependeria até a morte.

Wendy olhou para os carros que passavam pela rua. Suas mãos seguravam o corrimão com força e as palmas estavam ficando suadas. "Não se aproxima! Se chegar perto vou pular!", ela disse.

Charlie respondeu: "Tem certeza? Vamos! Pule!" Ele se aproximou dela lentamente.

Sua expressão condizia com seu tom de voz, calmo e debochado.

Charlie estava certo. Ela não conseguiu pular.

Eles estavam no 16º andar. Wendy tinha medo não só porque sofria de acrofobia, mas também porque sua mãe morreu após uma queda de um prédio incrivelmente alto. Esse era o maior pesadelo de Wendy. Ela olhava para baixo e via sua mãe estirada no chão.

Olhando para o homem que se aproximava com um olhar feroz, Wendy começou a perder as esperanças.

Ela tirou uma faca de sua bolsa e colocou sobre seu pulso esquerdo. "Não me empurre!", Wendy gritou.

Ela pressionou a lâmina com a mão direita e seu sangue começou a escorrer pelo braço.

Charlie parou e a fitou com um olhar debochado.

Ele não podia acreditar em sua hipocrisia.

Tudo que havia em seu olhar era indiferença. Ele até acendeu um cigarro e a observou sangrar.

Cada vez mais sangue escorria, como se rosas vermelhas florescessem no tapete.

Antes de perder a consciência, Wendy ouviu Charlie dizer: "Wendy Lim, você tem mesmo coragem!"

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