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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 269

"Exatamente!"

Adriano falou de forma ainda mais direta.

Ele deu alguns passos à frente, encarando os seguranças e soltou o verbo:

"Se vocês não saírem da frente agora, não me responsabilizo pelo que pode acontecer!"

Os seguranças mantiveram a expressão impassível, como se Adriano fosse invisível.

Afinal, um cara que só sabe segurar pincel não ia dar trabalho pra quem já segurou faca, não é mesmo?

Além do mais, o Sr. Diniz tinha dado ordens claras: era pra seguir as instruções da Srta. Jardim.

Sem a Srta. Jardim, ninguém entrava, nem mesmo uma mosca.

A cara de desprezo dos seguranças só deixou Adriano ainda mais irritado.

"Pai! Deixa esses caras pra lá. Vamos entrar à força! Quero ver se, em pleno dia, eles realmente vão ter coragem de encostar na gente!"

"Bem…"

Sr. Rocha hesitou um pouco.

No fim das contas, aqueles eram homens do Bryan, e ele não queria se meter em confusão.

Mas o velho pai dele estava lá dentro e ninguém sabia o que estava acontecendo.

Ele já tinha sido transferido para um quarto comum. Então, por que não podiam vê-lo?

Será que tinha acontecido alguma coisa?

Sr. Rocha era um filho dedicado, e depois de hesitar, acabou criando coragem.

"Vamos!"

Mesmo que fosse na marra, eles iam entrar!

A confusão chamou a atenção dos médicos e enfermeiros do hospital.

Cada vez mais gente se aproximava, e os quatro seguranças começaram a ficar inseguros.

Afinal, quem estava deitado lá dentro era parente deles.

Não fazia sentido impedir a entrada da família.

Um deles sugeriu: "E se... deixarmos eles entrarem? O Sr. Diniz mandou a gente ficar de olho em gente suspeita perto do Sr. Rocha, não disse nada sobre familiares."

Outro retrucou, firme: "De jeito nenhum! O Sr. Diniz também falou pra ouvirmos a Srta. Jardim."

A divisão entre eles abriu espaço para que Amanda aproveitasse.

Num pulo rápido, ela se abaixou e passou por baixo dos braços de dois seguranças.

Quase entrou no quarto, quando de repente uma sombra apareceu e segurou Amanda pelo colarinho.

Ela sentiu o pescoço apertar, a gola foi puxada, e no segundo seguinte, estava voando e caiu de cara no chão.

Por sorte, Adriano foi rápido e a segurou pela cintura antes que ela beijasse o piso do hospital.

Mesmo assim, Amanda ficou assustada e furiosa.

Quem ousava tratá-la daquele jeito?

Assim que se recuperou, olhou para quem tinha feito isso.

No instante seguinte, viu o rosto de Jennie.

Jennie até parecia um pouco com Amanda, mas os olhos... ah, aqueles olhos eram completamente diferentes.

Quando ela não sorria, o olhar era tão gélido quanto a lua cheia no inverno.

"É você…"

De novo ela!

Jennie, porém, nem quis papo. Deu uma ordem seca aos quatro seguranças:

"Enquanto eu estiver aqui dentro, ninguém entra."

Agora, com Fagner em um quarto comum e emocionalmente fragilizado, só precisava dar um empurrãozinho nos sentimentos do Adriano para que Fagner tivesse outro ataque.

Para esse plano, ela até sacrificou o próprio corpo, passando uma noite com Adriano.

Mas, quando estava tudo indo bem, Jennie apareceu.

Jennie era como uma assombração grudenta, sempre aparecendo para atrapalhar!

Amanda fechou as mãos com tanta força que as unhas chegaram a machucar a palma, mas ela nem percebeu.

...

No quarto do hospital.

A porta era bem grossa e Fagner, ainda muito fraco, nem ouviu a confusão do lado de fora.

Ao avistar Jennie, um sorriso de surpresa iluminou seu rosto.

"Mestre, você veio."

Fagner tentou se sentar, mas Jennie o segurou gentilmente pelo ombro.

"Fica deitado, não vai mexer no corte."

Fagner assentiu.

A cirurgia ainda doía, e ele estava com uma bomba de morfina no braço.

Jennie, vendo que ele se acomodou, falou sem rodeios:

"Além de vir te ver, vim te dar um aviso."

"Aviso?"

Jennie explicou:

"Aquilo que eu te falei outro dia, sobre seu neto e a Amanda. Mandei gente investigar e descobri: eles já estão morando juntos."

Na hora, a testa de Fagner se franziu.

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