"Exatamente!"
Adriano falou de forma ainda mais direta.
Ele deu alguns passos à frente, encarando os seguranças e soltou o verbo:
"Se vocês não saírem da frente agora, não me responsabilizo pelo que pode acontecer!"
Os seguranças mantiveram a expressão impassível, como se Adriano fosse invisível.
Afinal, um cara que só sabe segurar pincel não ia dar trabalho pra quem já segurou faca, não é mesmo?
Além do mais, o Sr. Diniz tinha dado ordens claras: era pra seguir as instruções da Srta. Jardim.
Sem a Srta. Jardim, ninguém entrava, nem mesmo uma mosca.
A cara de desprezo dos seguranças só deixou Adriano ainda mais irritado.
"Pai! Deixa esses caras pra lá. Vamos entrar à força! Quero ver se, em pleno dia, eles realmente vão ter coragem de encostar na gente!"
"Bem…"
Sr. Rocha hesitou um pouco.
No fim das contas, aqueles eram homens do Bryan, e ele não queria se meter em confusão.
Mas o velho pai dele estava lá dentro e ninguém sabia o que estava acontecendo.
Ele já tinha sido transferido para um quarto comum. Então, por que não podiam vê-lo?
Será que tinha acontecido alguma coisa?
Sr. Rocha era um filho dedicado, e depois de hesitar, acabou criando coragem.
"Vamos!"
Mesmo que fosse na marra, eles iam entrar!
A confusão chamou a atenção dos médicos e enfermeiros do hospital.
Cada vez mais gente se aproximava, e os quatro seguranças começaram a ficar inseguros.
Afinal, quem estava deitado lá dentro era parente deles.
Não fazia sentido impedir a entrada da família.
Um deles sugeriu: "E se... deixarmos eles entrarem? O Sr. Diniz mandou a gente ficar de olho em gente suspeita perto do Sr. Rocha, não disse nada sobre familiares."
Outro retrucou, firme: "De jeito nenhum! O Sr. Diniz também falou pra ouvirmos a Srta. Jardim."
A divisão entre eles abriu espaço para que Amanda aproveitasse.
Num pulo rápido, ela se abaixou e passou por baixo dos braços de dois seguranças.
Quase entrou no quarto, quando de repente uma sombra apareceu e segurou Amanda pelo colarinho.
Ela sentiu o pescoço apertar, a gola foi puxada, e no segundo seguinte, estava voando e caiu de cara no chão.
Por sorte, Adriano foi rápido e a segurou pela cintura antes que ela beijasse o piso do hospital.
Mesmo assim, Amanda ficou assustada e furiosa.
Quem ousava tratá-la daquele jeito?
Assim que se recuperou, olhou para quem tinha feito isso.
No instante seguinte, viu o rosto de Jennie.
Jennie até parecia um pouco com Amanda, mas os olhos... ah, aqueles olhos eram completamente diferentes.
Quando ela não sorria, o olhar era tão gélido quanto a lua cheia no inverno.
"É você…"
De novo ela!
Jennie, porém, nem quis papo. Deu uma ordem seca aos quatro seguranças:
"Enquanto eu estiver aqui dentro, ninguém entra."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....