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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 297

Dona Novaes desceu as escadas com um sorriso no rosto.

"O que vocês estão conversando de tão animado aí?"

Jennie forçou um sorriso.

Animado? Ela e Bryan, onde é que tinha clima animado ali?

Aquela declaração de Bryan nem parecia uma declaração, estava mais para uma negociação.

E ela só queria testar o quanto ele sabia sobre ela.

"Só jogando conversa fora," respondeu Bryan, levantando-se e perguntando: "O que o Sebastião disse?"

Dona Novaes respondeu sorrindo: "Ele pediu para a Jennie subir, quer agradecer pessoalmente. Jennie, ele está no segundo andar, no segundo quarto."

"Tá bom."

Jennie assentiu, pegou o presente para Sebastião e subiu as escadas.

Bryan, por reflexo, quase foi atrás.

Ele tinha receio de que Jennie não desse conta sozinha.

E, afinal, ele conhecia Sebastião melhor do que Jennie, sabia como conversar com ele.

Mas Dona Novaes o chamou.

"Bryan, queria conversar um pouco sobre a casa."

Então Bryan teve que se sentar de novo.

Dona Novaes disse: "A casa é ótima, mas muita gente já sabe onde é, e a Cláudia não gosta de ser incomodado. Por isso, estamos pensando em voltar para o apartamento do trabalho. Pode ser menor, mas pelo menos tem porteiro e a gente fica mais tranquilo."

Bryan assentiu.

"Vou mandar alguém lá antes pra dar uma boa arrumada."

"Muito obrigada, viu? A gente não conhece nada por aqui, bom ter você dando uma força."

"Otília, não precisa agradecer."

Bryan respondeu meio no automático, com a cabeça já lá em cima, preocupado.

Enquanto isso, Jennie já batia na porta do quarto de Sebastião.

Logo ouviu a voz dele: "Pode entrar."

Jennie entrou e deu de cara com um homem de meia-idade, olhar afiado.

Bem diferente do jeitinho inofensivo da Dona Novaes, o Sebastião tinha uma expressão dura, daquele tipo que não gosta muito de conversa fiada.

Jennie começou a entender por que Bryan conseguiu ser amigo do Sebastião.

O clima deles batia.

E Dona Novaes não estava só inventando que Sebastião não estava bem para fugir das coisas.

O rosto dele estava meio pálido, tipicamente alguém sofrendo com a comida ou o clima estranho.

"Srta. Jardim, aceita um chá?"

Sebastião serviu um chá para Jennie e fez sinal de "por favor".

Jennie agradeceu, sentou e deu um gole.

E assim a conversa deslanchou.

A expressão dura de Sebastião foi se desfazendo aos poucos.

Apesar de Jennie ter ajudado muito a Família Novaes, alguém com a posição dele nunca ia se mostrar tão agradecido quanto a esposa, mantendo sempre uma certa distância.

Mas um hobby em comum já era suficiente para aproximar os dois.

Por fim, Sebastião tocou no assunto do Amadeu.

"Isso tudo envolve muita gente, não só seu pai, mas também vários funcionários do governo. A Srta. Jardim foi uma benção pra nossa família, e eu deveria ajudar, mas como é algo muito complicado, só posso ajudar nas questões do dia a dia."

Jennie assentiu: "Eu entendo suas dificuldades, Sr. Novaes. Mas conheço muito bem meu pai, ele nunca faria nada ilegal. Nós, mulheres, não entendemos dessas coisas, só queremos que ele esteja bem alimentado e vestido lá dentro. Só de você poder ajudar nisso, já somos muito gratas. O resto, deixamos pra justiça resolver."

Sebastião olhou Jennie profundamente.

"Srta. Jardim, você tem muito bom senso, até fico envergonhado. Pode ficar tranquila, vou garantir que seu pai esteja bem lá dentro."

Quando sentiu que já estava bom, Jennie tirou o presente que tinha trazido.

"Primeira vez que encontro o senhor, trouxe uma lembrancinha, espero que goste."

Sebastião deu uma olhada, mas nem abriu.

Já estava sabendo da situação lá embaixo, a Família Jardim estava tão mal que só conseguiu trazer um bolo como presente de aniversário, então não devia ser nada caro.

Além do mais, ele nem gostava muito de coisas caras.

Para ele, o material nunca foi prioridade.

"Srta. Jardim, não precisava, você salvou o Kleber e minha esposa, quem devia dar presente sou eu."

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