Ele perguntou: "Do nada, por que começou a investigar a Villa Água?"
Jennie respondeu com calma: "Uma amiga comentou sobre a Villa Água várias vezes, achei que podia ter algo estranho lá."
Marcos perguntou de maneira discreta: "E vai investigar por onde?"
Jennie balançou a cabeça: "Também não sei, enfim, vamos começar. Qualquer coisa estranha, me avise."
Marcos respondeu prontamente: "Sim."
Mas, no fundo, já desconfiava que a tal "amiga" da Jennie era o Bryan.
Aquele sujeito que tirou a inocência da chefe, ainda teve a cara de pau de falar disso com ela?
Ainda bem que não entrou em detalhes, porque, se fizesse a chefe surtar de novo, ele enfrentaria até o risco de ser descoberto pela Véus da Morte, mas daria um jeito no Bryan.
Por outro lado, Marcos se sentiu até aliviado.
Afinal, era o Bryan, e não algum tiozão barrigudo.
Pelo menos era bonito, então a chefe não saiu tão no prejuízo.
Mas o Bryan, afinal, o que queria?
Falou, mas não explicou?
Enquanto se perdia nesses pensamentos, ouviu Jennie chamar seu nome.
"Estou aqui." Marcos respondeu, voltando ao presente.
Jennie perguntou: "Depois daquele dia, o Lucas ainda falou com você?"
Marcos demorou dois segundos para perceber que o "daquele dia" era o ataque ao firewall da Mansão Maple do Bryan.
A verdade é que não tinha sido o Lucas que tinha encomendado aquilo.
Só usou o nome do Lucas para evitar perguntas da Jennie.
Para a chefe, "Lucas" era um nome proibido.
Nem deixava ninguém tocar no assunto, e ela mesma também não falava.
Marcos nunca imaginou que hoje a chefe fosse trazer o Lucas à tona.
Será que... superou?
Mil pensamentos passaram em sua cabeça, mas só se passaram dois segundos na vida real.
Marcos respondeu normalmente: "Não, não tive mais contato. Mesmo se ele me procurasse, eu recusaria, como você mandou."
Jennie assentiu, e perguntou: "E como ele está agora?"
Marcos ficou ainda mais surpreso.
A chefe estava mesmo interessada no Lucas?
Ela sempre agiu como se ele tivesse morrido, nunca quis saber de notícias dele.
O que estava acontecendo hoje?
"Por que não responde?" Jennie perguntou, depois sorriu: "Fica tranquilo, não vou me abalar com notícias dele."
Vendo que ela estava mesmo tranquila, Marcos finalmente respondeu.
"Ele casou em julho do ano passado. Foi um casamento bem chique, ele até me convidou, mas eu não fui. Pedi pro pessoal também não ir."
Jennie assentiu e perguntou: "E ele casou com aquela Irena Fonseca?"
"Foi..."
Jennie conhecia aquela garota.
Era da mesma universidade que o Lucas, uma caloura dele.
Jennie e Lucas sempre foram discretos, nunca faziam cena de casal, então pouca gente sabia que Lucas tinha namorada.
A tal caloura também não sabia, por isso se jogou com tudo pra cima dele.
Jennie, na época, ficou com ciúmes e brigou com Lucas, então ele parou de falar com a caloura.
Depois, ela acabou esquecendo a garota.
Ao ver os dois abraçados, sua primeira reação foi pensar que a caloura estava de novo atrás do Lucas, então desceu do carro e apareceu diante deles.
Só que, ao contrário do que esperava, Lucas não explicou nada, não disse que tinha sido a garota que se jogou nele.
O que veio foi uma confissão.
Ele disse que estava apaixonado pela caloura.
Que gostava do jeito animado e espontâneo dela.
Jennie não era animada, sempre foi mais reservada.
Ele ainda disse que os pais da caloura eram importantes, podiam ajudar na carreira dele, e Jennie não podia ajudar em nada.
Ela nem lembra como saiu da floricultura aquele dia.
Só lembra do olhar da caloura: meio vitoriosa, meio com pena.
Depois, Jennie fez questão de cortar qualquer contato com Lucas.
Até hoje.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....