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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 304

O homem, que já tinha quebrado o nariz, ficou ainda pior: o rosto dele parecia agora um pão de queijo bem amassado.

Outro homem tentou ajudar imediatamente, mas não aguentou nem dois rounds e já estava estatelado no chão.

Em pouco tempo, os dois estavam cuspindo sangue, caídos no chão, sem conseguir se mexer.

Luna olhava tudo aquilo de boca aberta, demorando um bom tempo para conseguir recuperar a voz.

"Jennie, você..."

Quem estava batendo era justamente a Jennie.

Luna sentia gratidão, mas as palavras de agradecimento simplesmente não saíam.

Jennie, porém, nem olhou para ela. Se abaixou, agarrou novamente o colarinho do homem chamado "Umberto" e começou a socar o rosto dele uma, duas, várias vezes, sem dó.

O homem perdeu dois dentes, o rosto afundou e depois inchou tanto que nem a própria mãe reconheceria.

Mas ele não reagiu, porque já tinha desmaiado de dor.

Luna sabia que Jennie era boa de briga – afinal, se não fosse, naquele dia na loja de ervas ela não teria conseguido tomar os ingredientes dela.

Só não imaginava que, além de ser boa, Jennie também era implacável.

— Aquilo era pra acabar com o sujeito de vez.

Luna, meio folgada que era, se arrepiou toda.

Pensou: se naquele dia ela tivesse insistido naquela erva e continuado a discussão com Jennie, talvez acabasse assim também—com a cara de pão de queijo amassado.

Ninguém sabe quanto tempo se passou até que Jennie finalmente sentiu dor nas mãos.

Ela parou, olhou para o outro homem.

Quando ele percebeu o olhar dela, deitou de vez e fechou os olhos, fingindo que estava morto.

Jennie ignorou e foi até Luna.

"Como você chegou aqui?"

Luna demorou um pouco para responder: "Vim de táxi."

"Vou te levar de volta. Mas você tem que me ajudar a colocar esses dois no porta-malas."

Luna, surpresa, perguntou: "O que você vai fazer?"

"Eles disseram que são da Família Silva. Vou devolver pra eles."

"Mas e se estiverem mentindo..."

"Quando chegar lá a gente descobre."

"Tá bom."

Luna concordou e colocou primeiro o tal Umberto no porta-malas.

O outro, medroso, com medo de ter um braço quebrado ao ser jogado lá dentro, abriu os olhos rapidinho e disse: "Eu consigo me mexer, eu entro sozinho."

Jennie, fria, retrucou: "Depressa."

O homem voou para dentro do porta-malas e ainda se ajeitou no espaço, todo confortável.

Vendo aqueles dois fracotes, Jennie já tinha uma ideia de quem eles eram.

Ela bateu o porta-malas com força, trancou e foi perguntar para Luna: "Pra onde te levo?"

"Não quer que eu vá com você?"

"Então pronto. Nem amigas somos, talvez até inimigas. Você acredita em inimigo?"

"..." Luna desviou o olhar para a janela.

Sabia que Jennie tinha razão.

Mesmo que ela contasse, Luna não ia acreditar.

Era melhor investigar por conta própria.

O carro logo chegou à Família Martins.

Luna, finalmente deixando o orgulho de lado, agradeceu antes de descer.

"Não precisa," respondeu Jennie, indiferente. "Você que deu sorte de eu estar de mau humor hoje."

Aqueles dois tinham servido de saco de pancadas.

E era inegável: depois da surra, ela estava muito mais leve.

Luna não disse mais nada, só deixou um "Se precisar de testemunha, pode me chamar", e foi embora.

Jennie não perdeu tempo e seguiu direto para a Mansão Maple.

Achou que teria que sair do carro e tocar a campainha, mas a câmera no canto direito apitou "bip" e uma voz feminina robótica disse: "Reconhecimento feito, pode entrar."

"....."

Jennie se lembrou.

Da última vez, quando saiu com Octavio Jardim do Clube de Artes Marciais, Felipe e Paulo Lima tinham registrado o rosto dela no sistema de reconhecimento.

O que a surpreendia é que, mesmo depois que ela foi embora, ninguém tinha apagado o registro do sistema.

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